Contrariando as expectativas e até mesmo suas próprias declarações, o prefeito não anunciou os nomes do líder ou o vice-líder governista na CMU
Contrariando as expectativas e até mesmo suas próprias declarações, o prefeito Paulo Piau (PMDB) não anunciou os nomes do líder ou o vice-líder governista na Câmara, que ontem fez a primeira reunião do mês após um recesso de mais de 30 dias. “Vai sair”, assegura o chefe do Executivo, dizendo que está trabalhando com carinho e cuidado até a definição, sem necessidade de “apressar”.
“Falei que teria na primeira sessão, mas não pode marcar data. Depois não fecha e aí vocês vão falar assim: não cumpriu”, colocou Piau, destacando que esta semana não devem entrar projetos polêmicos na pauta e até que isso ocorra já terá um líder. Quarta-feira, contudo, a Câmara deverá apreciar os seis vetos do prefeito ao Plano Diretor e à Lei de Uso e Ocupação do Solo, votados pela Casa em maio.
Os vetos trancam a pauta, ou seja, tem que ser votados para dar sequência aos trabalhos em plenário, e nos bastidores da Casa consta que autores de emendas vetadas estão trabalhando para que sejam derrubados. O prefeito admite que para a votação desses vetos é necessário o líder, mas não disse se até lá já terá o nome.
Das seis emendas barradas pelo Executivo, três visam à inserção da Serraria no perímetro urbano, alterando o Plano Diretor e outras duas leis. Outra emenda barrada refere-se à composição e forma de escolha dos membros do Conselho de Planejamento e Gestão Urbana. Também foi rejeitada a proposta de alterar a lei de uso e ocupação do solo para permitir lotes de 200 metros quadrados – hoje autorizados apenas nas áreas onde são implantados os programas habitacionais de interesse social – em outras áreas da cidade.
Já na lei de parcelamento do solo urbano e dos condomínios urbanísticos, o Executivo vetou emenda para viabilizar loteamentos padrões em áreas contíguas à malha urbana.