Desmembramento do projeto original da Região Metropolitana em duas metrópoles menores é tentativa de enfraquecer o Triângulo Mineiro, conforme o prefeito Paulo Piau (PMDB). No ano passado, a proposta que criava a Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba com 66 municípios foi arquivada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. No lugar foram apresentadas duas novas proposições: uma capitaneada por Uberaba e outra por Uberlândia.
Idealizador do projeto original, Piau argumenta que o governo anterior já havia se manifestado desfavorável à criação da Região Metropolitana com 66 municípios. A posição se deve ao temor em relação ao movimento separatista. Segundo ele, a gestão atual tem o mesmo pensamento. Por isso, optou por desmembrar a região em Triângulo Norte, capitaneado por Uberlândia, e Triângulo Sul, com polo em Uberaba. “Se quiser enfraquecer, divida. É o que está fazendo o governo do Estado, tanto a gestão passada quanto a atual. Está enfraquecendo a nossa região, que é muito forte, dividindo em duas. É algo que a gente lamenta muito porque não está mais em pauta separação do Triângulo. Essa proposta nem tem viabilidade porque a lei requer plebiscito no Estado inteiro. É um assunto morto”, posiciona.
Mesmo a favor da unidade no Triângulo Mineiro, o prefeito afirma que defenderá a nova proposta apresentada pelo deputado Elismar Prado (PT) para criação de duas regiões metropolitanas. “Se a Assembleia entender que tem que ser duas, que seja. No futuro, quando tiver alguém que pense mais abrangente e maior, quem sabe pode chegar numa região bem uniforme e forte?”, sentencia.
O novo desenho proposto pelo parlamentar petista segue a metodologia utilizada pelo governo de Minas para a separação dos territórios dos fóruns regionais. Com isso, agora duas propostas serão analisadas pelos parlamentares: uma para a criação da Região Metropolitana do Triângulo Sul, com núcleo em Uberaba e agrupando 27 municípios, e outra para implantar a metrópole do Triângulo Norte, com polo em Uberlândia e um total de 28 cidades.
Os dois novos projetos aguardam início da análise em primeiro turno na Comissão de Constituição e Justiça e, também, na Comissão de Assuntos Municipais. Só depois a matéria entrará na pauta para apreciação em primeiro turno no plenário. Em seguida, as propostas voltam para debate em comissões antes da votação final da matéria pelos parlamentares.