Enquanto houver ameaça de greve, o prefeito Paulo Piau (PMDB) não receberá guardas municipais para negociação. O peemedebista revolveu endurecer as tratativas com a categoria e o departamento jurídico também já estuda a possibilidade de acionar a Justiça para conter o movimento grevista. Porta-voz do governo municipal nas articulações com os grevistas, o procurador-geral do município, Paulo Salge, afirma que o prefeito não agirá sob pressão. Ele argumenta que a categoria sempre teve canal aberto para diálogo com o gestor e conquistou resultados positivos, como a reestruturação da carreira de guarda municipal para equiparação salarial. Nesse contexto, o procurador alega que a greve seria uma medida ilegal, pois a Prefeitura em nenhum momento se recusou a atender às demandas da categoria. “O avanço precisa ser feito de forma paulatina, com base em exames jurídicos e financeiros”, ressalta. Salge admite que o departamento jurídico está avaliando as medidas a serem tomadas, caso a categoria entre em greve a partir de quinta-feira (12). De acordo com o advogado, um dos recursos será acionar a Justiça e contestar a legalidade do movimento. “O município não pode ser omisso, pois se trata de um serviço essencial. Se comprovada a ilegalidade da greve, o risco será todo dos participantes. As consequências podem ir abertura de processo administrativo e chegar até a demissão. Por isso, esperamos que eles reflitam e cancelem a greve para voltarmos a ter tratativas amigavelmente”, finaliza. Na semana passada, um comunicado com o mesmo conteúdo foi encaminhado ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU). No documento, a Prefeitura já ameaçava tomar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para evitar a interrupção do serviço. Mesmo assim, a paralisação de alerta foi mantida ontem. Nas redes sociais, os guardas municipais continuam sendo mobilizados para greve a partir do dia 12.