POLÍTICA

Prefeito nega estremecimento entre Executivo e Legislativo

Piau negou ontem, quando esteve na Câmara, que exista algum estremecimento entre os poderes Executivo e Legislativo

Marconi Lima
Publicado em 16/05/2017 às 07:07Atualizado em 16/12/2022 às 13:20
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O prefeito Paulo Piau (PMDB) negou na manhã de ontem, quando esteve na Câmara Municipal de Uberaba, que exista algum estremecimento entre os poderes Executivo e Legislativo por conta de demandas não atendidas ou mesmo por demora em algumas respostas a solicitações de vereadores. Para o gestor do município, alguns parlamentares são novatos na Casa e eles têm um ritmo ainda diferenciado em relação ao tempo que as demandas são atendidas. Para o prefeito, é preciso criar disciplina para que as respostas sejam dadas, sem que ocorram conflitos com outras ações do Executivo.

Antes da visita de Piau ao Legislativo, era recorrente entre os vereadores reclamações sobre a demora nas respostas do Executivo aos pedidos feitos pelos parlamentares. Piau disse também que não vê motivos para queixas em relação ao atendimento das demandas, uma vez que o Executivo, segundo ele, tem sido bem receptivo aos pedidos dos vereadores. “Os vereadores têm muitos assessores. E se cada assessor for buscar, a todo momento, um secretário nosso, vamos passar o tempo apenas atendendo aos assessores. O Executivo precisa trabalhar. Basta uma organização nesse entendimento que não haverá conflito nenhum”, ressaltou Piau.

Para o presidente da CMU, Luiz Dutra (PMDB), existem algumas demandas dos vereadores que precisam ser ouvidas pelo Executivo, como, por exemplo, a construção de uma sede própria, para abrigar a Câmara e até mesmo a Prefeitura. Na opinião dele, está na hora de o poder público parar de pagar aluguéis para instalar seus departamentos.

Dutra disse ainda que é preciso que o Executivo libere os recursos das emendas parlamentares. “Nós queremos mostrar ao prefeito o que já foi atendido e o que ainda falta para ser atendido. Os vereadores também querem fazer política, colaborar com a administração pública. Em outras casas legislativas, como o Congresso Nacional e as assembleias legislativas, as emendas parlamentares são pagas. Por que a dos vereadores não? Queremos, sim, fazer política junto com o Poder Executivo, mas com responsabilidade”, ressaltou Dutra. 

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