Em protesto contra a diminuição de repasses federais e estaduais, as prefeituras da região fecham sedes administrativas para atendimento ao público na próxima segunda-feira (24)
Fot Enerson Cleiton/PMU
Prefeitos da região se reuniram no Centro Administrativo para discutir questão relacionadas ao protesto de 2ª
Em protesto contra a diminuição de repasses federais e estaduais, as prefeituras da região fecham sedes administrativas para atendimento ao público na próxima segunda-feira (24). No entanto, servidores terão expediente normal internamente no dia do manifesto. Os prefeitos da região se reuniram ontem para acertar os detalhes da mobilização proposta pela Associação Mineira dos Municípios.
O prefeito Paulo Piau (PMDB) explica que o trabalho interno no Centro Administrativo será mantido no dia 24 e não haverá ponto facultativo para os servidores, apesar de as portas estarem fechadas ao público. Além disso, ele ressalta que escolas, unidades de saúde, centros de referência em assistência social e demais serviços básicos funcionarão normalmente no dia do protesto.
No comando da Frente Mineira de Prefeitos, Piau considera a paralisação como um primeiro aviso para cobrar a melhor distribuição dos recursos ao Estado e à União. Segundo ele, dependendo do resultado, a mobilização pode ser repetida em outras datas. “A divisão dos recursos e de responsabilidades está errada no país. Os municípios estão com muita obrigação e com poucos recursos. Com isso, quem sai prejudicado é a comunidade porque os serviços de saúde, educação, coleta de lixo estão na mão das prefeituras. Então, temos que dar esse grito de alerta”, argumenta.
O presidente da Amvale (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande) e prefeito de Conceição das Alagoas, Celson Pires (PMDB), informa que os 27 municípios do Triângulo Sul aderiram ao protesto. Segundo ele, as prefeituras vão seguir a mesma diretriz adotada por Uberaba. As sedes administrativas ficarão fechadas, mas não haverá interrupção de serviços básicos. Pires argumenta que a arrecadação de cidades de pequeno e médio portes depende principalmente dos repasses de ICMS e FPM, mas as duas receitas caíram por causa da política de desoneração aplicada até o ano passado. “A conta não fecha. O que a gente recebe não dá para o nosso custeio e muito menos para implementar as políticas públicas impostas”, sentencia.