POLÍTICA

Prefeitos da região se mobilizam pela suspensão das eleições 2020

Gisele Barcelos
Publicado em 25/06/2020 às 20:54Atualizado em 18/12/2022 às 07:21
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Foto/Reprodução

Em votação remota nesta semana, o Senado aprovou o adiamento das eleições para os dias 15 e 29 de novembro, o que contrariou prefeitos

Prefeitos da região enviaram nota de protesto aos deputados federais para reivindicar que eleições municipais não sejam realizadas este ano, devido à pandemia de coronavírus. No documento, o grupo também se manifesta contra a proposta aprovada no Senado para adiar o pleito de outubro para novembro. O texto foi aprovado em dois turnos pelos senadores e agora aguarda votação na Câmara Federal.

A mobilização está sendo feita pelos prefeitos da região Triângulo Sul, que reúne 27 cidades. Na nota, os gestores afirmam estar preocupados e indignados com a aprovação no Senado do adiamento das eleições para novembro.

Com isto, o grupo pede o apoio dos deputados federais para votarem contra o projeto e defenderem a suspensão do pleito em 2020 por causa da impossibilidade de prever o cenário da pandemia de Covid-19 no país neste período. “É descabido fazer eleições colocando em risco vidas. Devem ser observadas as questões não em relação a prazos, ou simples prorrogação de mandatos. Estamos falando de vidas que estarão expostas, já que inevitavelmente haverá aglomerações, atitudes que vão contra todas as orientações dos especialistas”, continua o texto.

Ainda conforme o documento, o principal foco dos gestores no momento precisa ser o enfrentamento à pandemia e o adiamento das eleições por 30 dias não será suficiente para resolver a situação. "As pessoas já estão em pré-campanha e isso não vai cessar, vai apenas se estender. E vamos perder vidas”, ressalta o texto.

Além disso, os prefeitos afirmam que a manutenção do pleito em 2020 pode representar condições desiguais entre os candidatos. “Estaremos ferindo a democracia, porque não estaremos permitindo igualdade de oportunidades devido à pandemia enfrentada”, continua o documento.

A nota também pondera que os candidatos que são do grupo de risco podem ter a participação prejudicada no pleito. “Como estes candidatos, com mais de 60 anos, hipertensos, diabéticos poderão concorrer em grau de igualdade com os demais candidatos? Como estaremos realizando uma eleição democrática se estaremos ferindo o direito de concorrerem em igualdade? Ou estes candidatos devem colocar sua saúde em risco?”, questionam no documento.

Por fim, os gestores da região manifestam que o Tribunal Superior Eleitoral está vinculado ao que for decidido pelo Congresso Nacional, seja pela manutenção da data ou pela apresentação de uma emenda constitucional que altere o cronograma. “Por este motivo só nos cabe recorrer aos nobres deputados, para que analisem esta situação, como se as eleições fossem para o cargo de deputado e senador. [...] Não há clima político, econômico e emocional para disputas de eleições para prefeitos e vereadores frente a uma questão tão grave como a que enfrentamos. [...] Requeremos pela não-realização das eleições municipais no corrente ano”, encerra o manifesto.

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