Após denúncia feita pelo Jornal da Manhã sobre farra de horas extras, a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) determinou a abertura de sindicância para averiguar o possível recebimento indevido de horas extras não trabalhadas por servidores.
De acordo com a controladora-geral do Município, Poliana Helena de Souza, a portaria oficializando a instauração da sindicância será publicada na próxima edição do Porta-Voz. O prazo inicial para finalizar a apuração é de 90 dias, mas o procedimento pode ser prorrogado por igual período.
A prefeita também determinou ontem à chefia de Gabinete que emita um comunicado a todas as secretarias para alertar sobre o controle quanto à concessão de horas extras. “A Covid-19 não pode mais ser justificativa para as horas extras”, reforçou.
Em nota, foi também relatado que a prefeita já havia realizado uma reunião com secretários no dia 29 de setembro para tratar especificamente sobre as horas extras. Na ocasião, a chefe do Executivo determinou aos gestores que fiscalizassem as demandas de horas extras pelas chefias imediatas.
A informação sobre exageros no pagamento das horas extras foi trazida no início desta semana pela coluna Alternativa. A situação envolveria servidores de diversas secretarias que estariam usando o adicional para engordar salários.
Segundo a denúncia, a pandemia de Covid-19 tirou a obrigatoriedade da biometria para confirmação do ponto eletrônico. A medida teria facilitado o possível recebimento indevido por horas não trabalhadas.