POLÍTICA

Prefeitura adere a regime especial, mas não paga precatórios de 2013

Publicado em 27/05/2013 às 11:25Atualizado em 19/12/2022 às 12:49
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Repasse ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para quitação de precatórios referentes ao exercício de 2013 não foi iniciado pela Prefeitura. Na semana passada, a Procuradoria Geral do Município até publicou decreto reafirmando a adesão ao regime especial de pagamentos e o convênio com o TJMG, mas o único depósito realizado este ano foi para acerto de pendências de 2012.

Por meio da assessoria de imprensa, a procuradoria confirmou que ainda não aconteceram repasses referentes aos precatórios a vencer este ano. O departamento jurídico justifica que aguarda comunicado do Tribunal sobre o valor a ser pago em 2013, pois a informação é necessária para definir a programação de pagamento. O município tem a opção de fracionar o montante e depositar parcelas mensais ao TJMG ou acertar a quantia total até dezembro.

Conforme apurado pela reportagem do Jornal da Manhã, o atraso no comunicado pode ser explicado por causa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional o regime especial de pagamento de precatórios. Com isso, o TJMG suspendeu em março os processos de pagamento dos títulos de dívida pública até a publicação do acórdão do julgamento.

Entretanto, no dia 11 de abril, o ministro Luiz Fux emitiu parecer determinando a todos os tribunais para continuidade aos pagamentos parcelados que estavam em execução antes da decisão do STF. O Tribunal de Justiça já acatou a ordem, porém em abril e maio somente precatórios pertencentes ao Estado entraram na pauta de prioridade para negociação.

Na semana passada, o Porta-Voz trouxe o decreto 693/2013 em que a Prefeitura era autorizada a realizar acordos diretos de precatórios alimentares ou comuns dentro dos termos estabelecidos no convênio com o TJMG. A publicação foi confundida como retorno da quitação direta dos títulos, mas o procurador geral do município, Paulo Leonardo Vilela Cardoso, nega que haja mudanças no sistema de pagamento.

De acordo com o advogado, o decreto foi publicado apenas para sanar as dúvidas dos credores, pois com a situação existente na Justiça houve incerteza sobre como funcionaria o pagamento de precatórios a partir de agora. “Vamos continuar fazendo os repasses ao Tribunal, seguindo o mesmo modelo”, conclui. (GB)

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