Entre janeiro e outubro deste ano foram descartadas 329.736 unidades de medicamentos vencidos, o que representa 0,6% do total consumido no período, da ordem de 55.373.136
Entre janeiro e outubro deste ano foram descartadas 329.736 unidades de medicamentos vencidos, o que representa 0,6% do total consumido no período, da ordem de 55.373.136 distribuídas à população. Em valores significa dizer que de R$2.479.190,59 investidos na aquisição desses produtos, R$86.268,83 correspondem aos itens expirados. Os números foram apresentados ontem pelo prefeito Anderson Adauto (PMDB) e o secretário Valdemar Hial (Saúde) aos vereadores Cleber Cabeludo (também peemedebista), Itamar Ribeiro (DEM), José Severino (PT), Samuel Pereira (PR) e João Gilberto Ripposati (PSDB), em reunião aberta à imprensa.
Os quatro primeiros são integrantes da Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara e aguardavam a disponibilização do relatório contendo dados sobre consumo e descarte de medicamentos, desde que veio a público, em setembro, que a Prefeitura havia incinerado 2,5 toneladas de remédios. Conforme o documento apresentado pela SMS, de janeiro até outubro deste ano, 5,5 toneladas passaram/passarão por esse procedimento, ante as 560 toneladas consumidas, ou seja, 0,97% foram – e ainda irão – parar no forno.
A primeira incineração no ano aconteceu em fevereiro, posteriormente em abril, maio, junho, agosto e agora há previsão de nova queima em novembro ou princípio de dezembro – já considerando esse montante. “Não me sinto constrangido, por mais delicado que seja o assunto”, disse o prefeito, ao anunciar índices que estão dentro do que é preconizado pelo Ministério da Saúde, de até 1% para o descarte.
AA, contudo, diz que não tem acomodação e que parte do princípio de que tudo pode ser melhorado, ao que Hial assegurou que a Pasta está procurando, “com trabalho e empenho”, reduzir ainda mais o percentual de medicamentos descartados. Tanto o prefeito quanto o secretário destacaram que as ações estão sendo feitas dentro da ética e da transparência, o que para Ripposati é um avanço. O tucano, que não integra a Comissão de Saúde, mas assinou o requerimento enviado pelo grupo ao Executivo, defendeu que Uberaba invista na produção de fitoterápicos, como prevê lei de sua autoria aprovada em 2003.