Passado o dia 15 de novembro sem que nenhum centavo referente às emendas parlamentares tenha sido depositado na conta das entidades indicadas pelos vereadores, como foi solicitado ao prefeito Anderson Adauto (PMDB), a paciência do presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara e vice-líder governista, Samuel Pereira (PR), parece ter se esgotado. Cobrado insistentemente pelos colegas quanto a uma definição para a liberação dos recursos, o republicano quer que AA diga logo se vai ou não fazer os pagamentos, “para acabar com essa ladainha”.
Cada um dos 14 vereadores pode indicar R$130 mil em emendas individuais – totalizando pouco mais de R$1,820 milhão – ao orçamento de 2011, porém o pagamento da primeira parcela, que deveria ter começado em maio, saiu apenas em setembro, ante a justificativa da Prefeitura de que muitas entidades estavam com documentação incorreta ou incompleta. Após um entendimento entre os poderes foram disponibilizados cerca de R$353 mil com o compromisso de liberar uma nova remessa ainda naquele mês, o que não aconteceu.
Ante as reiteradas cobranças dos vereadores a PMU sinalizou com o pagamento de pouco mais de R$1,033 milhão até o fim do ano – já considerando o montante disponibilizado em setembro –, desta vez alegando contenção de gastos. A comissão encaminhou uma contraproposta que totaliza R$1,193 milhão, com o primeiro pagamento em 15 de novembro e o segundo em 15 de dezembro. “Se ele tivesse aceitado, já teria pago”, disse Samuel, observando que a data da primeira parcela já passou.
O republicano, contudo, não perde as esperanças, mas rechaça qualquer ligação entre pagar emenda e suspender obras, como declarou o prefeito. O vereador assegura que em momento algum a Comissão entrou nesse assunto. E mais: “Ele [Anderson] está querendo colocar a bomba no nosso colo, mas não vamos aceitar”, garante.