Sistema Único de Saúde (SUS) está ameaçado de parar em Minas no próximo ano por falta de dinheiro dos municípios
Sistema Único de Saúde (SUS) está ameaçado de parar em Minas Gerais no próximo ano por falta de dinheiro dos municípios. O alerta é do vice-presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/MG), Hemógenes Vaneli, que participou de audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). A reunião teve por objetivo analisar relatório de gestores do SUS no Estado, relativo ao segundo quadrimestre deste ano.
Hemógenes Vaneli, que é secretário municipal de Saúde de Três Pontas (Sul de Minas), explicou que as prefeituras mineiras já não contam com nenhuma reserva financeira para assegurar a assistência pública de saúde a partir de 2019.
O presidente da comissão, deputado Carlos Pimenta (PDT), afirmou que a maior parte dos hospitais estaduais está passando por muitas dificuldades financeiras e já começa a demitir profissionais.
O deputado Doutor Jean Freire (PT) atentou que a situação pode se agravar ainda mais com a saída de médicos cubanos do programa Mais Médicos.
Para o deputado Doutor Wilson Batista (PSD) é necessário corrigir muitos erros do SUS, como desperdícios e mau uso do dinheiro. Embora tenham admitido que a crise financeira do país e do Estado tenha afetado a área de saúde, todos os representantes do governo ressaltaram avanços nesses últimos quatro anos.
O secretário-adjunto de Saúde, Daniel Guimarães Machado de Castro, afirmou que a epidemia de febre amarela iniciada em 2016 já está mais controlada. Segundo ele, o diagnóstico eficaz, o atendimento rápido dos casos e a vacinação, que alcançou 95% da população, foram responsáveis pela baixa mortalidade entre as pessoas infectadas: 23% - bem abaixo da média registrada na literatura médica, que varia de 40% a 50%.