Presidente do Legislativo, Lourival dos Santos (PCdoB) desmentiu ontem, em entrevista ao JM, os comentários de bastidores e a veiculação na mídia creditando a ele a recente fritura pela qual passou o secretário de Governo, João Franco Filho (PR). Os rumores apontam que o desgaste político de Franco começou devido ao apoio concedido à candidatura de Lourival dos Santos à presidência da Câmara. O vereador afirmou ter conhecimento da opinião negativa do secretário a respeito de sua permanência no cargo.
A manifestação ocorreu há pouco mais de um ano, no estádio Uberabão. O secretário, segundo Santos, acompanhava o futebol, em companhia de vários amigos, externando em certo momento que caso Lourival fosse reeleito em 5 de outubro, não desejava sua recondução à presidência do Legislativo. “Apesar de João Franco ser meu amigo, não tivemos nenhuma articulação política quando disputei com Cléber Cabeludo (PMDB)”, disse. A exemplo do secretário, o deputado federal Aelton Freitas (PR) não lhe delegou apoio, nem mesmo na campanha pela reeleição, embora Lourival afirme tê-lo apoiado quando se lançou candidato à Câmara Federal.
O PR queria a presidência da Câmara e, mesmo pertencendo à base aliada do governo Anderson, não integra o grupo político a que pertencem João Franco e Aelton Freitas. “Por comandar o Legislativo, algumas vezes tive que adotar ações que não agradaram ao grupo”, afirma. Lourival dos Santos disse não pretender sair em defesa de João Franco, apenas almeja o real entendimento dos fatos. Afirmou que o secretário e o prefeito estavam cientes de que manteria sua candidatura até a finalização do processo. “A estratégia política que desenvolvi deu certo”, finaliza.
PT insatisfeito. O prefeito Anderson Adauto (PMDB) não conseguiu agradar a todos os partidos que compõem a base aliada. O Partido dos Trabalhadores se mostra insatisfeito por não sido contemplado com os cargos estratégicos e de primeiro escalão anunciados ontem. Segundo integrante do partido, que pediu para não ter o nome publicado, a proposta de AA não se restringia apenas à manutenção dos petistas que já integravam a administração. Previa a ampliação da sigla no governo municipal.