Ala do MDB mineiro trabalha para que Dilma seja candidata à Câmara Federal, com a perspectiva de alcançar a maior votação
A formação da chapa majoritária, com uma das vagas para o senador tendo a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como uma das postulantes, seria um dos motivos para que o MDB anunciasse rompimento com o governo de Fernando Pimentel (PT).
A presidente do PT em Minas, Cida de Jesus, contemporizou a decisão de rompimento do MDB. Para o portal de notícias Uai, ela disse que usar o lançamento de Dilma Rousseff a candidata ao Senado como motivo para o rompimento seria uma cortina de fumaça de uma ala do MDB que é ligada ao senador Aécio Neves (PSDB) e a lideranças do MDB em Brasília. “O presidente do MDB queria fazer esse rompimento há tempo. Mas tudo indica que foi uma parte do MDB, não sei se estavam todos lá. Se o MDB escolher o caminho deles, nós vamos respeitar, mas temos o nosso caminho, que é da reeleição do governador Pimentel. Quem dará as respostas é o povo mineiro”, disse Cida. Cida de Jesus destacou ainda que a ex-presidente Dilma não se lançou candidata ao transferir seu título para Minas, mas, caso ela decida ser candidata ao Senado, terá apoio do PT em Minas.
Uma ala do MDB mineiro trabalha para que Dilma seja candidata à Câmara Federal, com a perspectiva de alcançar a maior votação de um candidato a deputado federal no país. Com isso, além de levar candidatos do PT, ajudaria a alavancar candidaturas do MDB e PR em uma chapa para as eleições proporcionais. Um dos principais defensores dessa articulação é o deputado federal Mauro Lopes (MDB), pai do presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes (MDB), que tinha expectativa de ser o principal candidato da chapa PT/MDB ao Senado.