POLÍTICA

Presidentes das Câmaras de Uberlândia e Uberaba receosos quanto à RMTM

A viabilização da Região Metropolitana foi uma das pautas da conversa entre os presidentes da Câmara de Uberaba e de Uberlândia

Renata Gomide
Publicado em 06/06/2013 às 01:03Atualizado em 19/12/2022 às 12:37
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A viabilização da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, englobando 66 municípios e uma população estimada em cerca de dois milhões de habitantes, foi uma das pautas da conversa ontem entre os presidentes da Câmara de Uberaba, Elmar Goulart (PSL), e de Uberlândia, Márcio Nobre (PSDC). Ambos têm receio da sua efetiva criação e consideram que se sair, não será este ano.   “Acredito que as autoridades estaduais não teriam interesse em dar tanto privilégio, tanta autonomia para uma região tão importante para o Estado quanto o Triângulo Mineiro”, disse Márcio Nobre, que veio visitar o colega em Uberaba – antes de receberem a imprensa, convocada pela Assessoria da CMU, os dois almoçaram juntos. Ele diz ser favorável à Região Metropolitana, mas não crê que a proposta vá prosperar.   Márcio também avalia que a discussão ainda não mobilizou a sociedade civil organizada, que, em sua opinião, precisa participar do debate, por enquanto restrito aos políticos e “morno em Uberlândia”. Nesse sentido, ele chegou a propor uma pesquisa pública englobando os 66 municípios alvo do projeto em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que é de autoria da deputada uberlandense Liza Prado (PSB), para que se posicionem contra ou a favor da proposta.   Na opinião de Elmar, a integração entre Uberaba, Uberlândia, Araguari e Araxá talvez seja mais factível do que a criação da Região Metropolitana, pela proximidade entre eles. Para o socialista, desta forma as cidades poderão conduzir seus interesses juntas e contribuir para o desenvolvimento regional. Márcio Nobre defendeu até mesmo a viabilização da Agência de Desenvolvimento para dar suporte os municípios.   “No momento a Região Metropolitana está distante. Pode ser no futuro. Vejo que uma coisa é o discurso e o sonho; outra é a realidade”, ponderou Márcio Nobre, que é da base de sustentação do prefeito Gilmar Machado (PT), entusiasta da proposta. Ainda na pauta entre os dois presidentes, a modernização das instalações dos prédios das Câmaras; dos procedimentos legislativos, e dos regimentos internos. Ambos revelaram que as regras que norteiam os trabalhos nas duas Casas “estão uma colcha de retalhos” que precisa ser melhorada. Nobre, que cumpre o segundo mandato de vereador, presidirá o Legislativo da vizinha cidade no biênio 2013-2014. “Venho aqui na condição de aluno”, disse a Elmar, que está no sexto mandato.

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