POLÍTICA

Pressionado por policiais, Zema convoca coletiva sobre reajuste salarial

Publicado em 11/03/2022 às 07:11Atualizado em 18/12/2022 às 18:48
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Pressionado pelo movimento de servidores da Segurança Pública, o governador Romeu Zema (Novo) convocou coletiva de imprensa para esta manhã. Além do chefe do Executivo também devem participar da entrevista o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, além dos comandantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, além do chefe da Polícia Civil de Minas Gerais. O pronunciamento está previsto para começar às 8h40 de amanhã, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

Os atos começaram ainda em fevereiro. A categoria cobra recomposição salarial nos termos de um acordo assinado em 2019 pelo então governador Fernando Pimentel (PT). Contudo, os valores nunca foram pagos em sua integralidade à categoria. Numa tentativa de estancar o movimento, Zema chegou a anunciar um aumento de 10,06% há cerca de duas semanas, extensivos a todo o funcionalismo público. Mas o percentual foi rechaçado pelos servidores da Segurança Pública, que viram a proposta como afrontosa.

O acordo firmado em 2019 previa reajuste progressivo de 2020 a 2022. O primeiro aumento, de 13%, foi pago em 2020, porém, ainda naquele ano, o governador vetou os outros dois pagamentos de 12%. Em função disso, as forças de segurança cobram as duas parcelas de 12% remanescentes do acordo de recomposição inflacionária.

Em greve desde o dia 22 de fevereiro, os servidores de Segurança Pública já realizaram três atos, reunindo milhares de pessoas na capital, Belo Horizonte. Além disso, em cidades do interior, inclusive em Uberaba, manifestações menores também têm acontecido. Na última, realizada na quarta-feira (9), cerca de 100 agentes foram reunidos no centro da cidade.

A última manifestação da categoria foi marcada por uso massivo de bombas por parte de manifestantes, contrariando decisão da Justiça que proibiu o uso de artefatos explosivos. Uma jornalista precisou ser socorrida em virtude de trauma auditivo causado pelos estrondos. A atitude foi repudiada publicamente por Zema. "Manifestar sem infringir a lei é legítimo e democrático. Mas atos de desordem e que coloquem em risco outras pessoas não serão aceitos. A liberdade caminha junto com a responsabilidade", disse o governador pelas redes sociais.

"Minha solidariedade aos jornalistas atingidos por bombas durante as manifestações hoje em Belo Horizonte. A liberdade de imprensa será sempre defendida, assim como o direito de manifestar, desde que pacificamente", completou.

Vale lembrar que as lideranças do movimento se reuniram com a secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, mas o encontro foi considerado inócuo. Na avaliação da categoria, o governo não abriu diálogo nem negociação.

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