As negociações entre defesa e PF, porém, continuam, para que a prisão ocorra da forma mais segura possível, a partir de hoje
Polícia Federal decidiu não executar a ordem de prisão contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de ontem, informou Natuza Nery, na GloboNews. As negociações entre defesa e PF, porém, continuam, para que a prisão ocorra da forma mais segura possível, a partir de hoje. Também não havia previsão de que Lula se apresentaria ontem - ele continuava na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).
Depois de ter um pedido de habeas corpus negado pelo ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a defesa de Lula recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar evitar a prisão. O relator do pedido é o ministro Edson Fachin, que no julgamento de quarta-feira (4) votou contra a concessão do habeas corpus. Mas Fachin pediu à presidente do STF, Cármen Lúcia, para definir quem será o relator.
O mandado de prisão contra Lula foi expedido pelo juiz federal Sergio Moro na tarde de quinta-feira (5), minutos depois de o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) enviar ofício ao magistrado autorizando o início da execução da pena. O documento foi enviado a Moro após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na madrugada de quinta rejeitou o pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula. O placar foi de seis votos contra cinco.