O grande número de inscritos no processo seletivo da Câmara gerou trabalho no fim de semana para os servidores da Prefeitura Municipal escalados para auxiliar a comissão organizadora do Legislativo.
Funcionários do Departamento Central de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Decedes) estão trabalhando no Centro Administrativo ontem e hoje para organizar as 5.300 inscrições. Estão efetuando a separação por ordem alfabética para facilitar a informatização das informações.
Nesta segunda-feira pela manhã, sete servidores da CMU, em parceria com os da Prefeitura, iniciam a digitação das fichas, cujos dados serão repassados à empresa que vencer a licitação para envio dos cartões de prova constando data, horário e local.
Segundo a assessoria de imprensa do Legislativo, o diretor de Recursos Humanos da CMU, Geraldo Gomes, havia previsto o plantão do fim de semana para agilizar o serviço com os servidores da Prefeitura e da Câmara que trabalharam nas inscrições na Escola Municipal Boa Vista. Foi suspensa a participação dos funcionários devido ao cansaço, pelo excesso de trabalho nos dois dias de inscrição.
A digitação dos dados e o cruzamento das informações vão nortear a publicação do edital de indeferimento das inscrições. Segundo integrante da comissão organizadora, teve candidato que apresentou identidade falsa, na tentativa de efetuar a inscrição para terceiros, o que não foi permitido pela Câmara.
Justificativa. A polêmica pergunta contida na ficha de inscrição, em que o candidato foi obrigado a informar se já havia trabalhado na Câmara Municipal, foi esclarecida pelo secretário de Comunicação, Denis Silva. Trata-se, segundo o jornalista, de critério de desempate na ocorrência de igualdade de pontos nas avaliações, conforme previsto no edital.
O primeiro item em caso de empate a ser observado é a idade em que será escolhido o candidato mais velho. O segundo é o maior número de filhos e o último afere se o candidato já trabalhou ou trabalha no Legislativo. De acordo com o diretor-geral do Legislativo, Rodrigo Gonçalves, o critério sobre o trabalho na CMU foi colocado em terceiro plano para evitar protecionismos e entendimentos equivocados.