A tese de que Paulo Pires terá que devolver dinheiro aos cofres municipais é combatida pelo procurador-geral da Câmara Municipal...
A tão propalada tese de que Paulo Pires terá que devolver dinheiro aos cofres municipais é combatida pelo procurador-geral da Câmara, Rondon Fernandes. Para ele, a chance é zero, mas lembra que o suplente Almir Silva pode e deve entrar com ação contra a União e o Estado para ser indenizado pelos 24 meses que poderia ter assumido uma cadeira na Câmara Municipal. Rondon lembra que nenhum comunicado, seja da Justiça Federal, seja da Justiça Eleitoral, foi encaminhado ao Legislativo informando sobre a condenação de Paulo Pires, fato que deverá ser averiguado pelo Ministério Público Estadual. A situação só veio à tona quando o próprio Paulo Pires requereu registro para uma nova candidatura. Mesmo assim, com o processo sendo avaliado até por ministros e desembargadores, a condenação não foi informada. O procurador ressalta que o processo de deferimento da candidatura está no Supremo Tribunal Federal e, na segunda-feira, Paulo Pires nada mais deverá à Justiça. Para Rondon, essa situação nada mais é que pano de fundo para tentar amenizar o erro tanto do Poder Judiciário quanto do Ministério Público, que passaram batidos na condenação de Pires. “Para complicar ainda mais, a Justiça determina a posse, em 48 horas, de Antônio Donizetti”, afirma o procurador, para quem ele nunca foi suplente nessa situação. Rondon vai mais além, afirmando que o juiz Habib foi induzido a erro, assim como o promotor Eduardo Pimentel. “Como Lourival pode dar posse de forma errônea?”, questiona, para dizer que esta é uma situação delicada, pois entende que o primeiro suplente é Almir.