A proposta já foi aprovada nas comissões de Educação e de Defesa do Consumidor, e ainda será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça
Um projeto de lei que está em tramitação na Câmara dos Deputados pretende impedir que as escolas cobrem taxa de matrícula antecipadamente.
Segundo o relator do projeto na Comissão de Educação, deputado Rafael Motta, essa cobrança antecipada viola a lei que prevê que a prestação de serviços educacionais tem que ser dividida em seis ou doze parcelas, sendo a taxa de matrícula já inclusa.
O deputado ressalta que o intuito da proposta não é proibir o pagamento desta taxa de matrícula, e sim, diluir este valor nas mensalidades. “A nossa ideia não é proibir a taxa de matrícula, que a gente sabe que é importante. Mas que ela possa ser diluída nessas mensalidades e que ela não seja usada apenas como uma forma de reservar vaga para aquele aluno”, afirma.
O deputado ressaltou que não se pode cobrar antecipadamente por um serviço que nem sequer foi prestado, afinal, este é um direito do consumidor. “Esse pagamento antecipado vai gerar também transtornos para a programação financeira daquela família. Isto também é um direito do consumidor”, enfatiza.
Por enquanto, a proposta já foi aprovada nas comissões de Educação e de Defesa do Consumidor, e ainda será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça. Caso o projeto de lei seja aprovado, ele poderá seguir diretamente para votação no Senado Federal.