O Ministério Público marcou audiência na sexta-feira (31) para discutir o reajuste da tarifa de ônibus. A medida foi tomada por solicitação da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo
O Ministério Público marcou audiência na sexta-feira (31) para discutir o reajuste da tarifa de ônibus. A medida foi tomada por solicitação da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo (Acobe), que cobra da Prefeitura a inclusão da comunidade no processo de definição sobre o valor da passagem. Além dos representantes da Acobe, a promotoria está notificando o secretário municipal de Governo, Wellington Cardoso, o superintendente de Transportes, Claudinei Nunes, e o presidente da Câmara Municipal, Elmar Goulart (SDD), para a audiência. O prefeito em exercício, Almir Silva (PTdoB), será convidado para participar da discussão, visto que Paulo Piau está de recesso e em viagem particular esta semana. O presidente da Acobe, José Tiago de Castro, afirma que o objetivo é dar transparência ao processo de definição do reajuste. Desta forma, é cobrada a divulgação da planilha de custos apresentada pelas empresas ônibus e também a realização de uma audiência pública para ouvir a população em busca de alternativas para minimizar o impacto no preço da passagem. “Se for constatada a necessidade de reajuste, temos que nos focar no real problema: por que em Uberaba é tão caro em comparação a outras cidades?”, posiciona. O debate sobre o reajuste na tarifa de ônibus não estava nos planos do prefeito em exercício. Antes da agenda marcada pelo Ministério Público, Almir informou que não pretendia se reunir com os manifestantes que defendem a manutenção da tarifa em R$2,80. Informado da audiência programada pela promotoria, Almir manteve o posicionamento e disse não ter intenção de participar da reunião. De acordo com o prefeito em exercício, a planilha de custos das empresas continua sob análise da equipe técnica e a Prefeitura ainda não tem definição sobre o reajuste. “Não vou tratar de algo que não é concreto. Não posso discutir o que não existe”, argumenta.