Uberaba consegue prontuário eletrônico, mas a implantação vai depender de recursos para modernizar os equipamentos das unidades de saúde. A informação é do secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), que cumpriu agenda ontem em Brasília.
De acordo com Fahim, Uberaba será a primeira cidade mineira a implantar o sistema integrado de gestão de saúde e o prontuário eletrônico. Com isso, em todas as unidades de saúde será disponibilizado o histórico dos atendimentos do paciente. A ferramenta permitirá mais agilidade e eficiência, eliminando, por exemplo, a necessidade de exames repetidos durante o tratamento.
O secretário explica que o município estará habilitado em março para utilizar o sistema, porém ainda será necessário adaptar a estrutura das unidades de saúde para efetivamente colocar o prontuário eletrônico em funcionamento. “O Ministério da Saúde vai liberar os recursos para a aquisição do software, mas a nossa rede de computadores precisa ser reavaliada. Vamos precisar de máquinas melhores. O ideal é cada consultório estar equipado com o aparelho de informática”, salienta.
Fahim antecipa que entrará em contato com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia para viabilizar a verba necessária para a compra de novas máquinas. Entretanto, se não houver sucesso, a situação será discutida com o prefeito Paulo Piau (PMDB) para verificar a possibilidade de aplicar recursos próprios para equipar as unidades de saúde com computadores mais modernos e capazes de rodar o sistema.
Outra demanda levada ao governo federal é ampliação do Programa Saúde da Família (PSF). Uberaba hoje conta com 50 equipes do PSF e uma cobertura de aproximadamente 60%. A expectativa do secretário é aumentar o percentual para 80% de cobertura populacional, com previsão de abertura de algo em torno de 20 equipes novas. “Temos muitos bairros novos desprovidos totalmente de Atenção à Saúde. Queremos focar nesses locais e também em bairros antigos que também não são atendidos. A gente quer coordenar essa equipe para fazer um cinturão na periferia da cidade”, explica. (GB)