Vereador idealizou a possibilidade de ampliação das sessões legislativas tanto em número de horas quanto em dias da semana.
A possibilidade de ampliação das sessões legislativas tanto em número de horas quanto em dias da semana, idealizada pelo vereador Antônio Gonçalves dos Reis, o Lerin (PSB), foi bem recebida por seus colegas de plenário consultados pelo JM. Entretanto, todos foram unânimes em ponderar que a modificação pode gerar um estrangulamento no trabalho político, privando o parlamentar de tempo para visitar suas bases, merecendo, portanto, uma análise bastante acurada.
O vereador Itamar Ribeiro (DEM) analisa a possível alteração como ponto importante para ampliar o debate e a votação de projetos. Mas considera difícil manter o contato constante com a comunidade, visto como necessário para formatar propostas e requerimentos. O democrata afirma se dedicar até 18h por dia no trabalho político e avalia com cautela: “Não vejo problema em entrar às 8h e sair às 18h. O que me preocupa é o que vamos deixar de fazer em face da falta de tempo. Será preciso uma reflexão séria com os 14 vereadores”.
Compartilha sua opinião o vereador Carlos Godoy (PTB), afirmando ser difícil conciliar o trabalho externo com as reuniões em plenário. “Não sei se teremos uma Câmara séria e eficiente”, diz. Estreante na política, Godoy disse preferir aguardar no mínimo dois meses para se posicionar sobre o assunto. Se houver compreensão de sua parte que a mudança é necessária, irá defendê-la, embora justifique não desejar permanecer “preso” no plenário, sem tempo para o trabalho com as bases.
O petista José Severino, também novato no Poder Legislativo, afirma que a sociedade irá ganhar com a proposta de Lerin. Quer avaliar com critério a qualidade do serviço a ser prestado. Defensor das reuniões no período vespertino e noturno, para ampliar a participação popular, Severino não vê obstáculos se aprovada a alteração no Regimento Intern “O meu interesse é fazer um trabalho sério voltado à comunidade”.
O presidente da Câmara, Lourival dos Santos (PC do B), disse estar aberto a novas propostas e ideias. Sem declinar se é contra ou favorável, afirma que o trabalho do vereador não se restringe às reuniões do plenário, sendo necessário participar de eventos e reuniões em complemento às atividades políticas. “As decisões serão tomadas para atender à comunidade da melhor forma possível”, conclui.
Já o vereador Lerin, autor da proposta, disse que os colegas não terão problemas com o horário. “Todos terão 12 dias para as reuniões em plenário e 18 para visitas às bases”, confirma.
O prefeito Anderson Adauto (PMDB) preferiu não se posicionar sobre o assunto, por se tratar um assunto interno do Poder Legislativo.