Por meio de requerimento, o vereador peemedebista Marcelo Borjão está solicitando ao prefeito Anderson Adauto o remanejamento de recursos do orçamento municipal.
A redução nos repasses a creches e asilos e a suspensão do atendimento no centro de especialidades odontológicas Randolfo Borges receberam severas críticas na Câmara durante a sessão de ontem.
Por meio de requerimento, o vereador peemedebista Marcelo Borjão está solicitando ao prefeito Anderson Adauto (PMDB) o remanejamento de recursos do orçamento municipal para atender de forma imediata às 23 instituições filantrópicas conveniadas com a PMU.
Citou como exemplo o projeto aprovado na semana passada em plenário concedendo à Prefeitura autorização para remanejar R$ 1,9 milhão da Secretaria de Infraestrutura para a pasta de Esportes viabilizar um convênio federal. Na data, o assessor de Orçamento da PMU, Evaldo Espíndola, explicou aos vereadores que os recursos constituem “previsão” futura de convênio não constituindo efetivamente recursos do município.
Segundo Borjão, há creches em que a dificuldade financeira provocou a suspensão da compra de alimentos. Ao lhe relatar a situação, a diretora da instituição chorou. Recente preocupação foi externada em missa semanal na Capela de Santos Reis por uma administradora que, ao promover uma galinhada para equilibrar as finanças, pediu o empenho e a colaboração dos presentes na aquisição dos marmitex.
Saúde O líder de oposição, Itamar Ribeiro de Resende (DEM), voltou a repudiar o fechamento de ambulatório de especialidades odontológicas Randolfo Borges, instalado no São Benedito.
Semelhante destino teve a UBS de Ponte Alta, que desativou o atendimento noturno, gerando deficiências no acolhimento de trabalhadores rurais. “Talvez seja mais fácil ser atendido em Sacramento que na cidade de Uberaba”, afirmou o democrata.
Insatisfação quanto ao atual sistema foi evidenciada pelo presidente do Legislativo, Lourival dos Santos (PCdoB). Em sua opinião, Uberaba está na contramão do desenvolvimento ao fechar a UBS do Jardim Triângulo, que atendia em média 500 crianças por mês. “A região virou uma guerra com moradores do Guanabara, Cássio Rezende e bairros vizinhos sem atendimento.”