O PSB de Minas ingressou ontem com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) contra o governador Romeu Zema (Novo). O pré-candidato à reeleição é acusado pelo partido de usar bens e prédios públicos para fazer promoção pessoal com fins eleitoreiros.
Na ação, a legenda lista quatro encontros e ações de Zema que ocorreram em prédios do Estado com aliados e que foram postados nas redes sociais, inclusive, nas do próprio governador. O partido, que declarou apoio à pré-candidatura de Alexandre Kalil (PSD) ao Governo de Minas, pede que a Justiça Eleitoral faça a investigação e que o governador seja multado.
Um dos episódios citados na ação pelo PSB foi o encontro de Zema com lideranças religiosas no último dia 18, na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Segundo a representação, o banco tem por objetivo “gerir recursos dos programas e projetos de interesse do desenvolvimento econômico e social do Estado”, e não teria sido esse o objetivo do encontro realizado.
Segundo a ação, houve discursos eleitoreiros, com postagens em redes sociais. “Consultando as respectivas páginas mantidas pelas referidas participantes do evento, constata-se o inegável caráter político e eleitoreiro do evento, cujo verdadeiro propósito foi buscar o apoio de lideranças municipais para a reeleição do ora representado”, continua o texto.
Outro caso citado na representação foi a reunião de Zema com parte da direção do MDB, no dia 14. Neste dia, após o encontro, o perfil oficial do MDB publicou uma foto em que a legenda informava que o resultado da reunião foi o acerto do apoio à reeleição de Zema.
Também foi contestado um vídeo publicado pelo governador nas redes sociais. Na gravação, Zema conversa com uma criança e os pais dela, dentro de um avião de propriedade do governo do Estado, falando que as aeronaves do governo estão sendo usadas para fazer atendimentos e salvar vidas.
O partido alega na denúncia que o conteúdo não se tratava de publicidade institucional, mas de uso da máquina para promoção pessoal do pré-candidato. “Se a transformação do equipamento público em cenário para a gravação já causa espanto, ainda mais grave é a constatação, a partir da conversa travada com a criança e seus pais, que a única finalidade do vídeo é louvar a utilização das aeronaves pertencentes ao Estado, em nítida exaltação à gestão do representado, que, repita-se, é notório candidato à reeleição”, completa a ação.