A maioria dos 11 partidos da base de sustentação do governo tucano em Minas Gerais atendeu ao chamado do PSDB para um almoço ontem, em Belo Horizonte, cujo cardápio incluiu a sucessão estadual em 2014. Os representantes do PR, PDT, PP, DEM e PPS sentaram-se à mesa com os tucanos Marcus Pestana (deputado federal e presidente estadual do partido), Narcio Rodrigues (secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior), Danilo de Castro (secretário de Governo) e Dinis Pinheiro (presidente da Assembleia Legislativa), além do vice-governador progressista Alberto Pinto Coelho, todos cotados para suceder ao governador Antonio Anastasia (PSDB). O chefe do Executivo mineiro e o senador Aécio Neves (presidente nacional do PSDB e pré-candidato do partido à sucessão de Dilma Rousseff no Palácio do Planalto) também participaram do evento, que se tem como propósito a união da base, também visa a conter as ações do PT em prol da pré-candidatura do ministro petista Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) ao governo de Minas. “Reunimos os maiores partidos que nos acompanham desde 2002”, disse Pestana, em entrevista concedida ao Jornal da Manhã por telefone. Ainda de acordo com ele, os demais virão ao seu tempo, sendo que uma nova rodada de discussão já está marcada para o dia 17 de junho. Neste segundo momento uma das metas é dar forma à proposta de promover viagens pelo interior visando a agregar as lideranças nas bases. Conforme Pestana, a meta é construir um bloco forte, tendo como tônica a unidade em torno do projeto de defesa do patrimônio político administrativo do PSDB com as gestões de Aécio Neves e Anastasia. “Não trabalhamos a questão de nomes. No momento certo haverá uma forte candidatura e vamos estar unidos em torno dela para que a gente possa inovar nessa perspectiva de uma ação governamental transformadora. Vamos projetar a continuidade com inovação”, assegurou o tucano. Luiz Cláudio Campos, do PSDB Uberaba, avalia que o partido tomou as rédeas do processo sucessório mineiro. Para ele, Minas tem que dar uma resposta consistente ao grande projeto do partido que é fazer Aécio Neves presidente, ação que passa necessariamente pela construção do nome que irá disputar o governo em 2014. “Tem que vir de consenso [o candidato]”, defende, acrescentando que essa composição deverá respeitar questões geográficas.