Reunidos no fim de semana para discutir o processo de sucessão municipal, os integrantes do Psol avaliaram como imoral o comportamento de vários políticos e partidos de Uberaba. Quem revela é o presidente da Comissão Provisória da agremiação, José Eustáquio dos Reis, para quem não há oposição na cidade, apenas partidos de direita, uns buscando permanecer no poder e outros tentando retomá-lo.
“Os dois grupos têm a mesma cara e os mesmos financiadores”, apontou Eustáquio, que, junto ao PSTU e o PCB, forma a frente de esquerda de Uberaba, que se lança à disputa com cinco pré-candidaturas em análise: destas, quatro do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificad da servidora federal Siméa Aparecida; da professora Célia Campos; do engenheiro Jair Eustáquio e do advogado Adriano Espíndola – o dirigente do Psol completa a lista, que ainda não tem nenhum comunista.
Conforme Eustáquio, declarações como a do deputado estadual Antônio Lerin – pré-candidato do PSB – de que para ser prefeito primeiro é preciso passar por uma cadeira na Câmara é que motivam os partidos de esquerda a lançarem seus nomes à sucessão municipal. “A primeira coisa que um candidato ao cargo precisa ter é ética”, ensina o dirigente do Psol, que tacha de imoral o comportamento de muitos políticos e partidos, como, por exemplo, o PR, que tem o vice-prefeito, secretários municipais e mudou de lado.