Enquanto o governo mineiro aguarda a licitação do duto Betim-Uberaba, a TGBC lançou ontem o edital da chamada pública
Enquanto o governo mineiro aguarda a licitação do duto Betim-Uberaba, a TGBC lançou ontem o edital da chamada pública para comercializar o gás que virá de São Carlos (SP) até Brasília (DF). A contratação da capacidade do gasoduto Brasil Central é a última etapa a ser vencida para viabilizar o início da implantação do ramal. O edital estabelece prazo até o dia 14 de maio para a manifestação de interesse na contratação do gás que virá de São Carlos. Até o dia 30 de junho, a TGBC deverá firmar os termos de compromisso com as empresas que tiverem as propostas validadas. O cronograma prevê a assinatura dos contratos para prestação do serviço de transporte do gás até outubro deste ano. O diretor da TGBC, André Macedo, salienta que o início das obras de construção do gasoduto Brasil Central dependerá do interesse do mercado no gás. “A partir do momento em que essas fases forem avançando e assinarmos os contratos, começamos a obra de imediato para entregar o ramal até 31 de outubro de 2016”, disse, ressaltando que a expectativa é começar a implantação do duto ainda no fim deste ano se houver demanda pelo gás. O gasoduto Brasil Central transportará diariamente 3,5 milhões de gás a partir da Estação de Compressão de São Carlos até o ponto de entrega de Recanto das Emas (DF), totalizando 905 quilômetros. Serão percorridos 37 municípios para interligar a região Sudeste e Centro-Oeste. O projeto prevê a construção de sete pontos de entrega, inclusive nas cidades de Uberaba e Uberlândia. Em Uberaba, a fábrica de amônia da Petrobras seria uma cliente âncora para o projeto da TGBC. No entanto, o governo mineiro anunciou em novembro a construção de um gasoduto entre Betim e o Triângulo Mineiro para suprir a unidade. Desta forma, ainda existem dúvidas se haverá interesse da estatal em contratar a capacidade do duto Brasil Central para assegurar o gás destinado à produção de amônia. Questionado, o diretor da TGBC preferiu não se posicionar sobre o assunto. Macedo acredita que, independente da Petrobras, existe clientela na região para o gás ofertado.