As secretarias de Administração e Fazenda já concluíram os levantamentos necessários para definição da contraproposta referente ao reajuste salarial do funcionalismo, porém o índice ainda depende de batida de martelo do prefeito Anderson Adauto (PMDB). Amanhã, ele fechará a discussão com os secretários Rômulo Figueiredo e Wellington Fontes, tendo logo depois última rodada de negociações com os sindicalistas.
Segundo o titular da Fazenda, os relatórios financeiros de maio estão prontos e serão debatidos com o prefeito. Sem especificar números, Fontes adianta que os repasses constitucionais de FPM e ICMS continuaram abaixo da arrecadação de 2008, como reflexo da economia estagnada em função da crise. Questionado se os números permitem ao menos a recomposição salarial dos servidores, o secretário não evidencia margem para tal, porém reforça que a palavra final é exclusiva do prefeito. “Ele é quem vai definir o que vai ser feito e o percentual concedido”, afirma.
Já o secretário Rômulo Figueiredo informa que está em andamento a negociação sobre o plano de saúde para os servidores. Ele já esteve reunido com Departamento Comercial da Aciu para tratar dos custos e serviços da Unimed. A proposta é a PMU arcar com a mensalidade do convênio para o titular, e as eventuais despesas com exames, consultas e inclusão de dependentes correriam por conta do funcionário titular. “Ao governo interessa bancar o plano de saúde. Estamos buscando alternativa que atenda à administração, dentro da capacidade financeira, e contemple os servidores. Espero que as operadoras nos olhem com olhos diferenciados. É um universo em torno de 20 mil pessoas”, argumenta.
Rômulo lembra ainda a consolidação dependerá também de aprovação de projeto na Câmara Municipal e, se for o caso, de processo licitatório para contratação de empresa.