Com negociações salariais encerradas ontem, o funcionalismo municipal ficou sem aumento real. A categoria terá apenas a recomposição da inflação nos últimos 12 meses...
Com negociações salariais encerradas ontem, o funcionalismo municipal ficou sem aumento real. A categoria terá apenas a recomposição da inflação nos últimos 12 meses, acumulada em 5,7%. No último encontro, o prefeito Anderson Adauto ressaltou aos sindicalistas os cortes no orçamento e a economia de guerra adotada para conter despesas, argumentando a impossibilidade de dar reajuste maior aos servidores. “Mantive a política de evitar perda salarial no meu governo, mas deixo claro que negociamos num momento ruim. Em reconhecimento à importância do servidor, sacrifiquei levar déficit para o ano que vem”, justifica.
O índice de recomposição será incorporado aos salários de forma escalonada, com efeitos retroativos a maio (data-base da categoria). A primeira parte será liberada já no pagamento de junho, mas para isso será solicitada esta semana reunião extraordinária na Câmara Municipal para aprovar o reajuste. O restante poderá ser acrescido à folha em mais uma ou duas vezes, dependendo da capacidade financeira da PMU. O cronograma será definido até sexta-feira (19). O tíquete-alimentação não teve alteração.
Também na reunião, AA discutiu com os sindicalistas sobre as férias-prêmio que foram vendidas à administração e estão a receber. Segundo ele, o compromisso é pagar o montante acumulado, mas projeto já está pronto ser submetido aos vereadores para acabar com a possibilidade de vender o benefício. “Quem tiver direito vai gozar as férias, mas não temos condição financeira de comprar”, disse. A proposta não foi bem recebida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que deverá pressionar os vereadores contra a aprovação.
Salientando que a receita frustrada até maio chegou a R$ 10,5 milhões por causa da queda nos repasses de ICMS e FPM, Anderson acatou sugestão da presidente do Sindicato dos Educadores Municipais de Uberaba, Rosângela Valim, quanto à formação de comissão para estudar alternativas de economia sem prejuízo ao atendimento nas escolas. O grupo também terá autonomia para planejar a questão salarial nos próximos três anos, de forma a viabilizar aumento real à categoria. Apesar de o prefeito se abster de fazer qualquer promessa a mais para o funcionalismo, Rosângela considera o saldo da negociação positivo.
No entanto, o presidente do SSPMU, José Jorge, não tem a mesma avaliação. A contraproposta do governo, segundo ele, não foi o esperado e é apenas um início de conversa.
Por sua vez, o diretor Carlos Humberto Costa lembra que o prefeito se comprometeu em instituir uma comissão especial para acompanhar a evolução das contas da prefeitura, inclusive com a participação de um representante do sindicato.