Três dos quatro prefeitos das cidades vizinhas que pertencem à Comarca de Uberaba, diplomados ontem pela Justiça eleitoral, sucedem a si mesmo e iniciam um segundo mandato no dia 1º de janeiro de 2009. Apenas o prefeito eleito de Veríssimo, Luiz Carlos da Silva, exercerá seu primeiro mandato.
Luizinho do Doca, como é mais conhecido, não pretende dar sequência ao trabalho desenvolvido pelo atual prefeito da cidade. Para ele, seu antecessor pouco fez. “Agora, vamos colocar a cidade no rumo certo para que ela experimente um novo crescimento”, afirma o prefeito diplomado, acrescentando estar ciente dos problemas financeiros que vai encontrar na Prefeitura. Confiante, diz que as dívidas já estão negociadas para todo o seu governo.
O atual prefeito de Delta, José Eustáquio da Silva, já tem planos para seu novo mandato. Segundo ele, o principal problema enfrentado pelo município é o habitacional, com um déficit de aproximadamente mil casas. “Já estamos correndo atrás”, garante José Eustáquio, que afirma ter melhorado outro dos principais problemas da cidade. “A segurança melhorou bastante com a transferência de alguns policiais e a chegada de novos”, afirma.
O setor habitacional é também uma das principais preocupações do atual prefeito de Água Comprida, José Anivaldo Oliveira. O prefeito reeleito pretende dar sequência ao seu trabalho, considerando-o positivo, uma vez que conseguiu a reeleição. Com a saúde financeira equilibrada, Anivaldo preparou as contas para entregá-las como se fosse ao seu adversário. “Vamos fechar no verde”, garante o chefe do Executivo, que hoje se sente mais maduro e, com o diagnóstico do Município, acredita que poderá fazer um governo ainda melhor.
Também reeleito, o prefeito de Campo Florido, José Catanant Neto, está otimista quanto ao próximo mandato. Ele assumiu a prefeitura dois anos e oito meses após o início do mandato e acredita que agradou. “Demos mais agilidade e mais transparência ao governo. Vamos fechar o ano com saldo positivo”, afirma ele, que pegou a prefeitura inchada e com muitos problemas financeiros. “Conseguimos sanar as dívidas e renegociar as anteriores. Não vamos ter saldo, mas também não haverá comprometimento com a receita e despesa”, encerra.