Rodrigo Garcia/CMU
Agnaldo Silva (PSD), presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara, cobrou providências a serem tomadas para recuperar as receitas do Ipserv
Durante a audiência pública em plenário, vereadores questionaram sobre a situação financeira do Ipserv (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba).
O relatório apresentado aos vereadores aponta que o instituto começaria a operar no negativo a partir de 2026. Com despesas maiores que as receitas, o instituto passaria a utilizar as reservas para arcar com o pagamento das aposentadorias e pensões. Se nenhuma medida for adotada, o Ipserv esgotaria o fundo de recursos financeiros em 2090 e não teria mais disponibilidade para pagar os benefícios previdenciários.
O presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Câmara, Agnaldo Silva (PSD), cobrou providências a serem tomadas para recuperar as receitas e evitar que o Ipserv opere com déficit daqui a oito anos. Já o vereador Alan Carlos da Silva (PEN) questionou sobre os atrasos da Prefeitura para os repasses da cota patronal ao Ipserv.
À frente da prestação de contas, o diretor contábil e de custos da Secretaria de Finanças, Márcio Adriano Oliveira, manifestou que alternativas estão sendo trabalhadas para reverter o resultado negativo, inclusive a possibilidade de aumento da alíquota de contribuição patronal ao instituto. Além disso, Oliveira posicionou que houve a renegociação dos débitos com Ipserv e a Prefeitura parcelou o montante atrasado da cota patronal. Segundo ele, as parcelas estão pagas em dia.