O candidato do partido Novo foi também o mais votado em Uberaba, conforme os dados da Justiça Eleitoral; Zema teve 91.256 votos na cidade
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Romeu Zema vai disputar o segundo turno com Antonio Anastasia, que ficou em segundo lugar
Com crescimento acentuado na reta final, o candidato a governador Romeu Zema (Novo) tirou Fernando Pimentel (PT) da disputa em segundo turno e enfrentará o tucano Antonio Anastasia (PSDB) nas urnas novamente, no dia 28 de outubro.
Zema teve votação expressiva e superou, inclusive, o adversário tucano, que estava em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. O empresário de Araxá somou 4.138.095, o que representa 42,73% dos votos válidos em Minas Gerais. Já Anastasia ficou atrás, com 2.814.466, equivalentes a 29,06% dos votos válidos. Pimentel totalizou 2.239.682, que correspondem a 23,12%.
O candidato do partido Novo foi também o mais votado em Uberaba, conforme os dados da Justiça Eleitoral. Zema teve 91.256 votos na cidade, equivalentes a 61,32% dos votos válidos. Anastasia foi escolhido por 34.100 uberabenses nas urnas, o que representa 22,92% dos votos válidos.
Em entrevista coletiva ontem, Zema declarou ter sido surpreendido pelos números: “A gente esperava um bom resultado, mas fomos além do que esperávamos. O que mostra a insatisfação do mineiro”. Além disso, ele afirmou estar confiante em uma vitória no segundo turno contra Anastasia e argumentou que o tucano representa, também, a velha política rejeitada pelos eleitores. “O mineiro quer mudança”, posiciona.
Para o candidato do Novo, a participação no último debate televisivo foi crucial para o desempenho nas urnas. “Antes eu tinha seis segundos por dia e os concorrentes seis minutos e quatro minutos. No debate, tive tempo igual ao dos meus concorrentes para mostrar as ideias”, salienta.
Sobre eventual adesão à campanha de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais, Zema não confirmou e nem negou a possibilidade. Ele afirma que vai aguardar o posicionamento da liderança nacional do partido. “A questão de alianças será discutida com o diretório nacional e somente após muito diálogo vamos tomar uma decisão”, manifesta, evitando novos constrangimentos com os dirigentes da sigla, que já o repreenderam por pedir votos para Bolsonaro, no último debate.