Na semana passada, o vice-presidente da Câmara, Samir Cecílio (PR), colocou aos colegas sobre a necessidade de seguir o Regimento Interno em se tratando da destinação das plenárias, o que parece ter surtido efeito. Na terceira sessão do mês, realizada ontem, a pauta do dia foi cumprida à risca, garantindo espaço para que os vereadores apresentassem seus requerimentos e moções. “Esse momento é importantíssimo para o vereador e precisa ser respeitado e enobrecido”, defende Samir, justificando o pedido feito ao presidente da Casa, vereador Elmar Goulart (PSL), para deixar a pauta livre nesses dias, “salvo exceções e mediante análise”. O republicano revela que desde o início das sessões tem notado que a pauta é atropelada. Segundo ele, abrem-se as brechas e os requerimentos ficam restritos ao final da reunião. “Nesse momento muitos vereadores já precisaram sair e nós ficamos com o plenário esvaziado”, desabafa Samir, acrescentando que os requerimentos são o resultado do trabalho do vereador, que através desse instrumento faz o encaminhamento das demandas que busca nas suas bases, nas reuniões, na comunidade. Ainda durante a sessão de ontem – novamente iniciada com atraso por falta de quórum –, o segundo secretário da Mesa Diretora, China (PSL), solicitou a realização de uma audiência pública para discutir a situação do Hospital Beneficência Portuguesa. O evento foi aprovado, mas ainda será agendado. Já seu colega Marcelo Borjão (DEM) tachou de “infeliz” a declaração ao Jornal da Manhã do delegado de Polícia Federal, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, para quem “nossos políticos têm o hábito de roubar tudo”. “Ele não pode generalizar”, destacou o democrata, que sugeriu ao policial se desculpar. Seu colega Kaká Se Liga (PSL) observou que atualmente a palavra político já vem carregada de preconceito. Delegado de Polícia Civil aposentado, Luiz Dutra (PDT) optou por elogiar o trabalho da corporação na cidade e disse que “atos falhos” [dizer que os políticos roubam tudo] podem acontecer.