Prefeitura ampliará número de unidades para vacinação infantil contra a Covid-19 a partir do próximo mês. Três novos pontos devem ser disponibilizados para a imunização de crianças após o recesso prolongado devido ao carnaval e aniversário de Uberaba.
A diretora de Vigilância em Saúde, Ana Maria Bernardes, adiantou aos vereadores esta semana que mais três unidades básicas devem passar a realizar a imunização infantil contra a Covid-19, depois do carnaval. Um dos novos pontos já definidos será o posto de saúde do bairro Residencial 2000. A previsão é que o serviço já esteja disponível a partir do dia 7 de março.
Na reunião com os parlamentares, a diretora de Vigilância em Saúde também respondeu questionamentos sobre a obrigatoriedade da vacinação das crianças em Uberaba. Ela manifestou que alguns órgãos consideram que a legislação obriga a vacinação infantil contra a Covid-19, mas a Prefeitura ainda não tem posicionamento sobre o assunto. “Isso vai depender de uma análise do comitê técnico de enfrentamento [à Covid] e de outros órgãos do município de Uberaba”, disse.
Entretanto, a servidora argumentou que, até o momento, o município não teve estoque suficiente para exigir a vacinação de todas as crianças. “O que recebemos nós estamos consumindo na semana que recebemos. Inclusive, não temos doses de CoronaVac para criança. Esse é um problema que temos no momento, mas mesmo assim a procura diária tem sido significativa e estamos com 40% das crianças do município imunizadas”, argumentou.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, assim que houver estoque disponível de doses para crianças, todas as medidas possíveis serão tomadas para ampliar ainda mais a vacinação infantil no município.
Já o secretário municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo, disse que orienta aos pais que as crianças sejam vacinadas para evitar agravamento de sintomas da Covid-19, mas declarou que não poderia afirmar se a imunização infantil passará a ser exigida em algum momento na cidade. “Tenho convicção de que todas as crianças acima de cinco anos devem ser vacinadas. Mas não vou falar da obrigatoriedade e não sei se a gente pode fazer isso”, concluiu.