A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) determinou a suspensão de cirurgias eletivas em hospitais públicos e privados por 15 dias. O ato atinge as macrorregiões do Triângulo Sul, Triângulo Norte, Centro, Jequitinhonha, Leste do Sul, Noroeste e Vale do Aço.
A determinação foi publicada na Imprensa Oficial de Minas Gerais no dia 13 de fevereiro. Com isso, o ato tem validade até o fim deste mês, no dia 28. O texto prevê que o prazo pode ser prorrogado ou revisto.
Em Uberaba, que faz parte do Triângulo Sul, as cirurgias eletivas já estão suspensas. A medida decretada pela Prefeitura está em vigor até 20 de fevereiro. Ainda não há informação se a suspensão será prorrogada para seguir o prazo estabelecido pelo Estado.
Em nota, o governo mineiro aponta que a suspensão dos atendimentos eletivos foi determinada com base no parecer emitido pelo Centro de Operações Emergenciais (COES) da Secretaria de Estado de Saúde, que avalia o risco de funcionamento das eletivas a partir da análise de quatro eixos: cobertura de medicamentos, capacidade de atendimento, incidência e velocidade do avanço da doença. “Há algum tempo, a Secretaria vinha recomendando a suspensão das eletivas, mas agora entendemos que deveríamos suspender, dado o momento da pandemia”, explicou o chefe de Gabinete João Pinho.
Os indicadores são revistos quinzenalmente e, devido ao caráter dinâmico da pandemia, outros dados podem ser agregados pela Secretaria para fazer a análise situacional.
Exceção. A suspensão das eletivas não se aplica ao paciente cardíaco ou oncológico de maior gravidade. Neste caso, caberá ao médico especialista atestar que o atraso do procedimento cirúrgico poderá aumentar o risco de mortalidade.