Secretaria de Saúde não descarta a possibilidade de implantar ponto eletrônico para o controle da carga horária de profissionais em unidades de saúde. A informação é da secretária adjunta, Valdilene Rocha Costa Alves, que falou à Rádio JM sobre as denúncias de descumprimento de horário e ausência de médicos nos postos.
Questionada, a adjunta admitiu que há dificuldade de assegurar o cumprimento da carga horária pelos profissionais de saúde nas unidades. Entretanto, ela pondera que o problema atinge todo o Brasil, e não apenas Uberaba.
Na entrevista, Valdilene revelou que a pasta estuda a adoção do ponto eletrônico nas unidades de saúde para o controle do cumprimento do horário, mas não citou data para um posicionamento final sobre o assunto.
Por outro lado, a adjunta também posicionou que o município hoje não oferece salários atrativos para segurar os médicos nas unidades de saúde e isso resulta nos profissionais acumulando outras funções.
Segundo Valdilene, a pasta vem tentando conscientizar os profissionais sobre o cumprimento do horário integralmente, mesmo que os atendimentos agendados previamente para o dia estejam finalizados mais cedo. “Infelizmente, não estamos tendo muito sucesso nisso”, admitiu.
No entanto, a adjunta também argumentou que a equipe observa um grande índice de falta de pacientes para as consultas nas unidades básicas. De acordo com ela, há casos em que a agenda dos profissionais está lotada com atendimentos para o dia e as pessoas não comparecem, resultando em horários vagos e dificuldades para suprir a demanda nos bairros.
O uso do ponto eletrônico para controle da carga horária nas unidades de saúde foi cobrado no ano passado pelo vereador Paulo César Soares China (PMN), que, inclusive, protocolou representação junto ao Ministério para denunciar que médicos da rede municipal estariam se aproveitando do registro de ponto manual e não estariam cumprindo a jornada de trabalho diária estipulada pela Prefeitura.
Com isso, a Promotoria acabou instaurando procedimento preparatório para apurar se há controle efetivo do registro de frequência dos funcionários municipais.