POLÍTICA

Saúde nega ocupação máxima de UTIs em hospitais particulares

Gisele Barcelos
Publicado em 27/08/2020 às 07:20Atualizado em 18/12/2022 às 09:00
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Em nota, Secretaria Municipal da Saúde negou que hospitais particulares tenham atingido ocupação máxima e estejam sem vagas para o acolhimento de pacientes de Covid-19. O texto informa que o Hospital São Domingos e o Mário Palmério estavam com 70% a 75% dos leitos ocupados na UTI destinada aos casos de coronavírus, conforme monitoramento diário realizado pela pasta.

A Secretaria esclareceu que o Complexo Regulador Municipal é encarregado de gerenciamento da ocupação de leitos destinados à Covid-19 no âmbito dos hospitais públicos conveniados ao SUS e apenas monitora a ocupação de leitos dos hospitais privados. Segundo a pasta, as informações sobre a ocupação são repassadas pelas instituições particulares e são checadas pela equipe.

Conforme a nota, o Hospital São Domingos informou ontem estar com 75% dos leitos de UTI exclusivos para tratamento de Covid-19 ocupados no fim do dia. Já o Mário Palmério Hospital Universitário relatou que 70% das vagas de UTI para pacientes Covid-19 suspeitos ou confirmados estavam ocupadas.

Ainda segundo o texto, no Hospital São Domingos não há internações de pacientes em ambientes de enfermarias por decisão interna da instituição. Já no Mário Palmério, ontem à noite a ocupação era de 90% dos leitos de enfermarias. A nota informa ainda que, do total de internações, 30% são pacientes com casos suspeitos e que podem receber alta para outras unidades internas assim que os exames forem liberados.

A Secretaria de Saúde também nega informações que circularam nas redes sociais de que as internações só estariam sendo autorizadas em caso de comprometimento pulmonar em mais de 50% do campo de imagem em tomografia, por causa da falta de vagas nos hospitais particulares. "Não é real a correspondência disto com o fato de que este critério é adotado em função de uma lotação que, como comprovado, não existe no presente momento", acrescenta a nota.

O texto ainda posiciona que as duas instituições hospitalares privadas têm protocolos assistenciais com critérios técnicos que levam em consideração sintomas apresentados pelos pacientes e resultados de exames realizados. Na nota, a pasta informa que o somatório das informações define se há ou não a necessidade de indicação técnica por internações em quaisquer dos ambientes intra-hospitalares (UTI ou enfermaria).

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