O secretário-adjunto de Saúde, Evaldo Spíndola, representou o titular da pasta, Marco Túlio Cury, na audiência pública de prestação de contas relativas aos últimos quatro meses de 2015. Alguns técnicos do órgão também compareceram. Spíndola afirmou que nos últimos dois anos a dívida da Saúde foi reduzida em R$10 milhões.
Para 2016, o secretário-adjunto acredita que algum investimento possa ser feito, apesar do aumento no custeio e na queda dos recursos que atingiram o setor. Ele disse que hoje a Saúde especializada consome mais recursos que a atenção básica. “Temos a perspectiva de algum investimento este ano, mas está muito complicado. Em relação à dívida, a secretaria tinha R$26 milhões e hoje está em R$16 milhões. Sobre o Hospital Regional, estamos trabalhando ao máximo para colocá-lo em funcionamento. Mas ainda há necessidade de uma reavaliação de valores, pois houve uma contratação há dois anos e agora a situação é outra”, ressaltou Spíndola, se referindo à Pró-Saúde, contratada para assumir a gestão da unidade.
Ele disse ainda que há necessidade de uma reengenharia econômica para gerir o Hospital Regional. “Nós temos aí um custeio repartido entre União, Estado e o município. E o que cabe a Uberaba é 25%, mas esse total é repartido entre outros municípios da região, que querem o serviço, mas não têm o recurso para manter o hospital. Se o Hospital Regional fosse inaugurado hoje não teríamos recursos para mantê-lo. Esperamos que esse quadro mude até o meio do ano e possamos encontrar os recursos para colocar em funcionamento o hospital”, disse o secretário-adjunto.
Sobre a possibilidade de assumir a gestão das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), como determinou a Justiça no ano passado, Evaldo disse que a secretaria está se preparando. A Prefeitura recorreu da decisão que determinava ao município reassumir as UPAs em seis meses. Para Borjão, o município não deveria ter recorrido da decisão. “Eu acredito que a secretaria tem competência para assumir as UPAs”, ressaltou.
O secretário-adjunto disse que a decisão de recorrer em ações judiciais não cabe à secretaria e sim ao corpo jurídico da Prefeitura. “O que podemos dizer é que estamos nos preparando para assumir, caso seja essa a determinação. Estamos planejando e, se for o caso, vamos assumir”, frisou Spíndola.