POLÍTICA

Secretarias travam projetos, obras e nomeações de pessoal

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, José Luiz Barbieri, o bloqueio no orçamento refletiu principalmente na área de recursos humanos e alguns projetos da pasta

Gisele Barcelos
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 12:16
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Os números da arrecadação do município em maio ainda não foram divulgados, mas na Prefeitura ainda persiste na determinação de “economia de guerra” em todas as secretarias. O contingenciamento afetou, em especial, as nomeações e o cronograma das obras custeadas com recursos da PMU.

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, José Luiz Barbieri, o bloqueio no orçamento refletiu principalmente na área de recursos humanos e alguns projetos da pasta. Ele calcula que cerca de 50% dos cargos de chefia e assessoria ainda estão vagos por causa da adequação financeira. “São cargos de menores salários”, acrescenta.

Além disso, Barbieri revela que a proposta de ampliação da coleta seletiva terá que aguardar a recuperação da receita, pois existem encargos de aluguel de caminhões e estruturação das organizações responsáveis pelo serviço. “Há certa resistência também da Cooperu e do grupo Cáritas em intensificar a coleta. O maior entrave são os baixos preços dos recicláveis no mercado. Eles estão com pé atrás quanto aumentar a equipe”, pondera.

Por outro lado, o titular do Meio Ambiente comemora a manutenção e expansão do projeto de doação de mudas. Este ano o número de escolas públicas atendidas subiu de 11 para 16. Também será lança em breve o programa de arborização comunitária nos bairros rurais.

Já o secretário municipal de Infraestrutura, José Eduardo Rodrigues da Cunha, o Zé da Égua (PR), toca em ritmo lento as obras de alargamento nos viadutos das avenidas São Paulo e Elias Cruvinel. “Não está parado, mas caminha devagar. O contrato prevê pagamento após a medição do serviço executado e está sendo feito o volume mínimo. E as empreiteiras também reduziram o número de funcionários para se adequar”, conta, lembrando que os outros projetos são com recursos do orçamento das outras secretarias.

Outro ajuste atingiu a equipe da pasta. Vários contratos venceram e mais devem terminar ainda este mês sem possibilidade de renovação. Segundo Zé da Égua, cerca de 100 pessoas devem ser contratadas através de processo seletivo para recompor parte do efetivo, entretanto, comparado ao mesmo período do ano passado, o quadro continuará 30% menor. “Temos que fazer o máximo, com o mínimo de pessoal”, lamenta.

Por enquanto, analisa o secretário, é possível remanejar os trabalhadores, pois durante o período de seca cai o volume de serviços de capina química.

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