POLÍTICA

Secretário descarta acabar com escala de pagamento no Estado

Volta da liberação dos salários dos servidores estaduais em cota única chegou a ser sinalizada pelo governador em fevereiro, mas o escalonamento deve continuar até o fim do governo

Gisele Barcelos
Publicado em 06/07/2018 às 07:44Atualizado em 17/12/2022 às 11:15
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Reprodução

Em entrevista ontem, o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, descartou o fim do escalonamento de vencimentos

A possibilidade de acabar com o escalonamento dos salários do funcionalismo estadual foi descartada ontem pelo secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, em entrevista à imprensa de Belo Horizonte. O fim do escalonamento e a volta da liberação dos salários em cota única chegaram a ser sinalizados pelo governador Fernando Pimentel (PT) em fevereiro, mas não se concretizaram.

Questionado sobre o assunto ontem, Magalhães admitiu que o parcelamento dos salários dos servidores deverá continuar até o fim do governo de Pimentel. Segundo ele, não existe mais a mínima possibilidade de acabar com o escalonamento. De acordo com o secretário de Planejamento, o fluxo financeiro do Estado tem piorado. “Não entraram os recursos, a Assembleia não vota os projetos, não entrou o empréstimo porque o Tribunal de Contas do Estado bloqueou e o mercado se assustou. Temos um déficit que está público, nós sempre anunciamos, e ele vira contingenciamento financeiro”, explicou.

Quanto aos atrasos nos pagamentos, o titular da pasta afirmou que o problema também deve continuar acontecendo e justificou que a situação se deve ao fato de o governo de Minas estar pagando os salários com recursos correntes. “Aí é a imprevisibilidade. O que entra está sendo usado para pagar, então depende de as empresas, as grandes contribuintes pagarem no dia e nem sempre elas fazem isso. É uma oscilação do fluxo financeiro, exclusivamente.”

Conforme Magalhães, ainda não foi fechado o cronograma para pagamento em julho. Ele argumenta que os efeitos da greve dos caminhoneiros ainda estão influenciando a situação de piora financeira do Estado, que perdeu pelo menos R$400 milhões. “A greve dos caminhoneiros teve efeito imediato muito grande, mas também pelo tempo de apropriação do ICMS ela tem efeitos tardios no Brasil inteiro. Então, a Fazenda ainda está checando os números para anunciar [a escala de pagamento].

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