O comando do partido Solidariedade (SDD) em Uberaba permanecerá nas mãos do vereador Luiz Dutra, conforme assegurou o secretário de Estado de Agricultura, José Silva, seu correligionário e uma das principais lideranças da legenda em Minas. Deputado federal licenciado, ele cumpriu extensa agenda na cidade, sexta-feira, que incluiu reunião política com a cúpula da agremiação.
Segundo José Silva, a Comissão Provisória do SDD, que vence no dia 31 de janeiro, será renovada, mantendo-se Dutra à frente do grupo que tem como primeiro vice-presidente o empresário e dirigente da Certrim, Luiz Henrique Borges Fernandes. Os três deixaram juntos a sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), onde o secretário foi convidado a conhecer a ExpoZebu Dinâmica, e seguiram para a reunião político-partidária.
Além deles, a Provisória do SDD abriga o segundo-vice-presidente, Elmar Goulart, o tesoureiro Samir Cecílio e o secretário China, os três também vereadores e integrantes da maior bancada na Câmara. “O Dutra é meu companheiro de desafios há muitos anos. Aqui ele é o líder do Solidariedade”, assegurou José Silva, lembrando que o correligionário teve papel fundamental no processo de construção do partido em Minas.
De acordo com o secretário, foram coletadas mais de 65 mil assinaturas no Estado de um total de 503 mil encaminhadas à Justiça Eleitoral ano passado para o registro da legenda. À época surgiram denúncias de fraude na coleta dos apoios, investigadas pela Polícia Federal. A legenda, idealizada pelo deputado federal Paulinho da Força, segue alinhada ao projeto Aécio Neves (PSDB) presidente da República e, em Minas, compõe a base do governador tucano Antonio Anastasia.
Em Uberaba a legenda apoia a administração Paulo Piau (PMDB), ao que José Silva observa que é preciso conduzir as relações políticas de forma republicana. “Mas no momento eleitoral é evidente que teremos todas as conversas, mas creio que será possível caminhar junto, sim”, completou o secretário ao ser questionado quanto à postura que a sigla irá adotar no pleito deste ano, quando serão eleitos presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, e o PSDB e PMDB continuarão em lados opostos.