A indefinição de um palanque para a reeleição do presidente Lula (PT), em Minas Gerais, e o retorno da França, onde cumpre agenda com o G7 (grupo dos setes países mais ricos do mundo), inviabilizaram a vinda dele ao estado nesta sexta-feira (19).
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, estará em Divinópolis para a inauguração de Hospital Regional, na região Centro-Oeste. A presença em Uberaba, para visitar o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC/UFTM) e, possivelmente anunciar novos investimentos, deve ocorrer entre os dias 26 e 28, conforme informou a direção da UFTM.
A possível visita do presidente Lula a Divinópolis, no Centro-Oeste do estado, segundo a imprensa local, foi anunciada pela tesoureira nacional do PT, Gleide Andrade. No entanto, na agenda não constava na previsão de atividades de Lula, para depois da participação dele, na reunião do G7, na França. O encontro entre os países mais ricos do mundo se encerra nesta quarta-feira (17).
O staff da pré-campanha do presidente teria avaliado que a vinda de Lula ao estado não seria oportuna, sem ainda ter uma definição sobre seu palanque eleitoral no estado. Após a desistência do senador Rodrigo Pacheco em disputar a sucessão estadual, nomes como Gabriel Azevedo, do MDB; Alexandre Kalil, do PDT, e até o deputado federal Reginaldo Lopes são analisados para a disputa de outubro próximo.
Há quem defenda a vinda do presidente ao estado já com um palanque definido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está em Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7, que acontece desde segunda-feira (15). Ele está entre os diversos líderes que não fazem parte do grupo, mas foram convidados pela França, país anfitrião, para participar das discussões.
O Palácio do Planalto avalia que o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem incentivado países a buscar parceiros alternativos e impulsionado as negociações deste tipo. O Mercosul vive hoje o momento mais pujante de sua história quando o assunto é acordos de livre comércio.
O presidente francês, Emmanuel Macron, convidou Lula, juntamente com os líderes da Índia, do Quênia e da Coreia do Sul, para participarem da cúpula e planeja realizar uma sessão de trabalho com eles sobre “forjar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional” durante o encontro.
Em seus discursos na cúpula, Lula deve criticar medidas “unilaterais” e “protecionistas” sem citar o tarifaço dos Estados Unidos, segundo fontes no Palácio do Planalto.