POLÍTICA

Servidores que vazaram operação responderão a processos na PMU

Três fiscais sanitários foram afastados de suas funções por ordem judicial sob suspeita de vazar informações sobre investigação da Polícia Civil para apurar comércio irregular de carnes

Gisele Barcelos
Publicado em 23/07/2022 às 18:00Atualizado em 18/12/2022 às 20:57
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Após servidores da Vigilância Sanitária estarem entre os investigados na Operação Brahman, Prefeitura decidiu instaurar processos administrativos disciplinares contra os três fiscais sanitários suspeitos de vazar informações da apuração em andamento pela Polícia Civil sobre o comércio irregular de carnes na região.

Em nota, a Administração Municipal informou que solicitou na sexta-feira (22) uma cópia integral do inquérito policial para subsidiar os processos disciplinares. O texto informa que a apuração interna já terá início na próxima semana na Secretaria de Saúde, onde os fiscais estão lotados.

Segundo a controladora-geral do Município, Poliana Helena de Souza, os servidores responderão a processo no âmbito administrativo para apuração de infrações funcionais no caso. “Após abertura dos procedimentos, os servidores serão intimados a apresentar a defesa, respeitando-se os direitos e garantias constitucionais. Se comprovada a ocorrência de ilícitos administrativos, vamos aplicar as penalidades cabíveis”, afirmou.

Na nota, a Prefeitura ainda ressaltou que a investigação das responsabilidades criminais e civis dos fiscais suspeitos de vazamento de informação seguirá de forma independente à apuração administrativa interna.

Comandada pela Polícia Civil, a Operação Brahman investiga o roubo de gado na zona rural e o comércio irregular de carne na cidade. A terceira fase da operação, deflagrada esta semana, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas casas de comerciantes de carne e servidores.

Por ordem judicial, os três fiscais da Vigilância Sanitária foram afastados temporariamente dos cargos. Supostamente, eles repassaram informações sigilosas da segunda fase da Operação a empresários do ramo de açougue, na tentativa de atrapalharem as fiscalizações. A Polícia Civil também suspeita do recebimento e pagamento indevido de valores a servidores municipais.

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