IMPASSE CONTINUA

Sindemu contesta alegação da Semed sobre valor de demandas

Marconi Lima
Publicado em 25/03/2026 às 20:35
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O Sindicato dos Educadores do Município de Uberaba (Sindemu) contestou a informação da Secretaria Municipal de Educação (Semed) de que o conjunto de demandas soma investimentos acima de R$ 1,1 bilhão no orçamento do órgão.

Conforme publicação do Sindemu em suas mídias digitais, os próprios dados apresentados pelo Executivo nas negociações mostram um impacto de cerca de R$ 94 milhões ao ano — considerando reajuste salarial, vale-alimentação e o cumprimento da lei que garante psicólogos nas escolas.

Para o Sindemu, inflar números é uma tentativa clara de deslegitimar a greve e colocar a categoria como se estivesse pedindo privilégios. O sindicato diz que a luta da categoria é por reajuste digno, valorização profissional e investimento real na Educação.

O Sindemu argumenta que Educação não é gasto, mas sim investimento. “E o município precisa, sim, investir recursos próprios — não viver apenas de repasses federais”, diz o texto.

De acordo com a presidente do Sindemu, Thaís Villa, o problema dos salários dos professores “vem lá de cima, uma vez que o Executivo sempre deu o aumento estipulado pelo governo federal”.

A proposta da Prefeitura é de um reajuste salarial de 5,4%, o mesmo percentual que será aplicado no Piso Nacional do Magistério. Para a categoria, o índice é insuficiente.

A partir de sexta-feira (27) o magistério municipal entra em greve para exigir o reajuste de 9,3% nos salários e mais 3,9% no auxílio alimentação. A presidente convocou os professores para estarem na porta da Prefeitura na sexta-feira às 8h. 

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