Adislau Leite, presidente do Sindicato dos Educadores do Município, diz que ex-prefeito não faltou com respeito à entidade e nem com ele
Presidente do Sindicato dos Educadores do Município, Adislau Leite reagiu às declarações do vereador Marcelo Borjão (DEM) de que as entidades sindicais que representam os trabalhadores da Prefeitura estão querendo tirar proveito e pisar no governo, que é maleável. “Ninguém jamais pisou ou irá fazê-lo, nem meter medo na diretoria do Sindemu”, disse o sindicalista, para quem os vereadores têm a obrigação de ir aos sindicatos conhecer as demandas das categorias e defender aquilo que lhes é de direito.
“Eles foram eleitos para gerir os interesses da população. Não há como defender causa alguma sem conhecimento. Mas, pelo visto, a maioria do Legislativo está preocupada em disputar com o líder do prefeito quem faz o discurso do Executivo, ou seja, quem lê na sua cartilha. Prova disso são as declarações do vereador Borjão”, disparou Adislau.
O democrata saiu em defesa da Administração Municipal após os dirigentes do SSPMU, do Sindae/Codau e do Sindemu, respectivamente, Luís Carlos dos Santos, Alex Adevair Leal e Adislau, terem dito, em plenário, que o reajuste de 6% nos salários dos trabalhadores da administração direta, autarquias e fundações e de 8,32% para os profissionais do magistério, a título de correção do piso salarial nacional da categoria, não atende os servidores.
O presidente do Sindemu também colocou que não houve negociação, já que o prefeito Paulo Piau (PMDB) chamou os sindicatos e apresentou os índices. Para Borjão, os sindicalistas querem pisar no governo, que é maleável, mas “se fosse na época do Anderson [Adauto, ex-prefeito], ele gritava e neguinho saía correndo. Pisou oito anos e todo mundo ficou caladinho, morrendo de medo. Tinha gente que fazia xixi na calça”.
“Não temos a intenção de tirar proveito. Estamos pleiteando o que é de lei”, assegura Adislau, pontuando ainda que o ex-prefeito nunca faltou com o respeito para com a diretoria do Sindemu “e muito menos eu, ‘neguinho’, saí correndo de seu gabinete”. O dirigente, que reitera o que havia dito em plenário, quanto à ausência de Borjão nas discussões do sindicato este ano, aponta que na administração passada ele era atuante.
Como exemplo citou a participação do democrata no processo de reestruturação do Plano de Carreira dos Trabalhadores em Educação. “O vereador desconhece, por exemplo, as ações judiciais da categoria junto ao Ministério Público, a batalha dos educadores municipais pela implantação do Piso Salarial Nacional, entre outras. Quanto ao ‘xixi na calça’, foi de extrema falta de bom senso”, afirma Adislau, que encerra questionando se Borjão é capaz de fazer as despesas do mês com o tíquete-alimentação a R$320, valor recém-ajustado pelo governo.
Através de sua assessoria, Borjão informa que se reunirá com a diretoria do Sindemu na quarta-feira.