Desde a última sexta-feira que a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara não se reúne por conta da sindicância instalada
Desde a última sexta-feira que a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara não se reúne por conta da sindicância instalada para apurar se o vereador Jorge Ferreira (PMN) assediou sexualmente uma jovem de 17 anos. Naquela data, a menor e o pai dela, o comerciante J.S.F., foram ouvidos pelos integrantes do colegiado, que tem como presidente Marcelo Borjão (DEM), o relator José Severino (PT) e o vogal Almir Silva.
A agenda fechada na sexta-feira previa o depoimento, anteontem, do vereador professor Godoy (PTB), que há dois anos foi procurado pelo pai da jovem, que teria lhe pedido para afastar Jorge da filha – já que ele a estaria assediando sexualmente –, sob pena de formalizar uma denúncia no Legislativo. No entanto, o testemunho do petebista foi adiado porque Borjão cumpre agenda em Brasília, com previsão de retorno a Uberaba nesta quarta.
Desde a instalação da sindicância para apurar o suposto assédio que os integrantes da comissão – que tem o respaldo do diretor-geral da CMU, Rodrigo Souto – decidiram que todos têm que participar dos depoimentos. O colegiado também deliberou que todos os testemunhos sejam gravados. Segundo a Assessoria de Imprensa da Câmara, se houver tempo hábil nesta semana, Godoy ainda poderá ser ouvido.
Na semana passada, Borjão sinalizou com a intenção de concluir os trabalhos, incluindo a elaboração do relatório da sindicância para trazê-lo a plenário nas primeiras sessões do mês, a partir do dia 4 de junho. O relato deve apontar pela culpa ou não de Jorge no episódio, sendo que seu conteúdo passará pelo crivo dos colegas. Esta é segunda vez que o vereador se vê investigado por uma comissão sindicante – a primeira no início do mandato, em 2009, também por denúncia de assédio sexual e devolução dos salários de dois assessores do seu gabinete.