POLÍTICA

Sindicato dos Servidores vai à Justiça para recomposição das perdas salariais

Gisele Barcelos
Publicado em 30/03/2021 às 19:43Atualizado em 19/12/2022 às 04:14
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Foto/Divulgação

Em assembleia virtual realizada na última segunda-feira (29), funcionalismo municipal decidiu entrar na Justiça para cobrar recomposição salarial para a categoria. A pauta de reivindicações previa índice de reajuste de 10,45% para este ano, sendo 5.45% referente à inflação do período. No entanto, o Executivo negou qualquer percentual.

Na reunião online, o vice-presidente do SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), Luís Sérgio de Carvalho, repassou aos servidores o resultado das negociações com o Executivo. A situação gerou insatisfação dos participantes, que reclamaram sobre o achatamento de salários.

Com isso, foi deliberado em assembleia que o sindicato acionará a Prefeitura judicialmente para pleitear a aplicação do índice de 4.5% referente à inflação do período para a recompor as perdas salariais da categoria.

Além disso, os servidores foram informados que outra ação judicial será protocolada para buscar a equiparação do tíquete alimentação da Prefeitura com outros órgãos, como Codau e Câmara Municipal. A solicitação também constava na pauta da categoria e foi negada pelo Executivo na última rodada de negociações.

Segundo o presidente do SSPMU, Martinho Pereira, a partir das deliberações, a equipe jurídica do órgão dará os devidos encaminhamentos. “Nosso trabalho continua em prol dos servidores. Não vamos desistir da recomposição salarial e, para isso, vamos buscar os meios legais”, encerrou.

A decisão de não conceder reajuste foi comunicada pela prefeita Elisa Araújo em meados de março. Ela alegou impossibilidade de conceder qualquer tipo de índice ou reposição salarial e aumento no tíquete alimentação aos servidores em 2021 por impedimentos legais, já que a lei que criou o auxílio financeiro da União às prefeituras também estabeleceu o congelamento dos vencimentos. Além disso, ela argumentou não ter dotação na Lei Orçamentária Anual (LOA). 

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