POLÍTICA

Sindicato espera conversar com prefeito após carnaval

Segundo o presidente do SSPMU, a nova diretoria está preparando uma pauta pré-definida para um diálogo mais proveitoso.

Marilu Teixeira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:09
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Quarenta e sete dias após tomar posse à frente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, o presidente Afrânio Prata ainda não se reuniu com o prefeito Anderson Adauto. De acordo com ele, a primeira reunião com o chefe do Executivo municipal deve acontecer após o carnaval. Entretanto, Afrânio garante que esteve com o secretário de Administração, Rômulo de Sousa Figueiredo, tratando de assuntos como desvio de função de servidores, bem como cobrando a divulgação do Plano de Cargos e Salários e do Estatuto do Servidor, este já em vigor.

O presidente do SSPMU alega que o primeiro encontro com o prefeito só não ocorreu porque, até o momento, a nova diretoria está preparando uma pauta pré-definida para um diálogo mais proveitoso. De acordo com Afrânio, tratar do dissídio coletivo nesse momento é prematuro porque a negociação acontece somente daqui a 90 dias. Mesmo assim, já está alinhavando alguns benefícios a serem cobrados de Anderson, como extensão do plano de saúde, seguro e lazer.

Quanto à questão salarial, Prata lembra que existe previsão no orçamento para reajuste de 4,5%, em maio, além do reajuste do salário mínimo já em vigor. “Por hora, temos que voltar a atenção para o Plano de Carreira e o Estatuto”, afirma Afrânio, acrescentando que o servidor deve ter clareza na hora de fazer a opção pelo enquadramento ou não. Critérios como escolaridade e idade fazem a diferença e, segundo ele, devem ser olhados individualmente.

O líder sindical mantém boas expectativas para o primeiro encontro com o prefeito. Segundo ele, nunca houve mau relacionamento com AA. “Sempre tive respeito e nunca faltou diálogo”, garante, acrescentando que está inaugurando uma nova fase no sindicato, sendo o servidor o ponto de referência. “O encontro tem o momento certo, definido”, encerra.

Conselhos. Ex-presidente do sindicato, Mariano Leite não acredita que o prefeito manterá entendimentos com a categoria. Apesar de confiar no trabalho e na boa vontade de Afrânio, o ex-líder sindical classifica seu sucessor como “bonzinho demais”. Segundo ele, para lidar com AA tem que ter coragem para enfrentá-lo.

Mariano lembra que os altos salários da Diretoria, entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, e mesmo os laços familiares com outros servidores irão pesar na hora de enfrentar o Executivo. Com um salário de R$ 434, Marino afirma que não tinha muito o que perder, por isso não fugiu ao primeiro soco na mesa dado por Anderson Adauto. “Não que eu duvide da boa intenção do Afrânio e de seus projetos, mas AA quer condicionar situações para ganhar tempo”, afirma Mariano, aconselhando a diretoria a se organizar e fortalecer as bases. Ele acredita que a próxima meta de AA é implantar o regime de 40 horas semanais na Prefeitura. “É impossível defender os interesses do trabalhador com o prefeito”, encerra Mariano.

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