Dificilmente o sistema de votação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) poderá confirmar se houve fraude ou falha técnica no painel eletrônico durante a sessão realizada no dia 30 de novembro, quando foram contabilizados os votos de três deputados ausentes da sessão, inclusive do deputado Antônio dos Reis Gonçalves Lerin (PSB).
O parlamentar - que reafirma ter sido vítima de todo o episódio seja por conta da falha técnica do painel ou pela brincadeira de outro deputado - esclarece que existem setenta e nove pontos de votação disponíveis no plenário onde qualquer um dos 77 deputados pode registrar o voto. “Não existe um local específico para cada um votar. Podemos registrá-lo em qualquer um dos 79 pontos disponibilizados pela Casa”, revela.
Outra falha do sistema é não arquivar em qual ponto específico cada deputado registrou o voto. Cada mesa disposta no plenário tem um ponto de votação - que só aceita um voto. Ou seja, deputados distintos, com senhas diferentes, não conseguem votar no mesmo ponto de outro colega. Após o registro do primeiro voto, o referido ponto é bloqueado até que tenha início uma nova votação pela Casa.
Além disso, as imagens das câmeras de segurança também podem não ser tão úteis como esperava o 3º vice-presidente, deputado Paulo Guedes. Ele protocolou o pedido para ter acesso às gravações da TV Assembleia que transmitiu ao vivo a polêmica votação, e requisitou as imagens das quatro câmeras de segurança. Conforme a própria ALMG, as quatro câmeras instaladas no plenário não gravam a sessão simultaneamente. Durante a transmissão, as imagens captadas são alternadas e só fica registrado o que vai ao ar – ao vivo – pela TV Assembleia.