POLÍTICA

Situação constrangedora teria fastado Aécio e Anastasia, diz MM

Montes admitiu ontem após a convenção que a ausência de Anastasia e de Aécio no evento é resultado de situação constrangedora

Publicado em 26/06/2012 às 09:56Atualizado em 17/12/2022 às 09:02
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Marcos Montes, principal apoiador de Lerin, diz que o senador e o governador virão quando o cenário “estiver mais delineado”

O deputado federal Marcos Montes admitiu ontem após a convenção do PSB que a ausência do governador Antonio Anastasia e do senador Aécio Neves no evento é resultado do que chamou de “situação constrangedora” criada pelo PSDB local que lançou Fahim Sawan candidato a prefeito, à revelia do comando estadual do partido. Segundo MM, os dois virão a Uberaba quando o cenário “estiver mais delineado”.

Ele atribuiu o racha na base aliada dos tucanos ao ex-deputado estadual, quando este insistiu com a candidatura à sucessão municipal. “O grupo se desfez e esta não é uma opinião minha, e do Governo também”, afirmou Montes, reiterando que sua missão enquanto coordenador do projeto que visou à composição rumo às urnas em outubro foi de unir os partidos que integram a administração Anastasia.

Nesse sentido ele rechaça a declaração do presidente do PSDC, Hermany Andrade Júnior, de que trouxe o inimigo, o PR, para dentro do grupo, provocando o racha. “O PR é da base”, lembrou MM, para quem, contudo, o partido não irá seguir com a candidatura de Lerin. Questionado sobre a ausência dos demais partidos que compõem o Governo, na chapa majoritária, Marcos Montes garantiu que não “o povo dará a resposta que se espera”.

Ainda segundo o parlamentar, o vice de Lerin será conhecido até o dia 30, último dia de prazo para a realização das convenções partidárias. Ao discursar durante a convenção, MM faz várias críticas veladas à administração e à figura do prefeito Anderson Adauto (PMDB), por exemplo, citando que “Uberaba precisa voltar a ter ética na política”. Ele também pregou acabar com os Cachoeiras – em alusão ao contraventor Carlinhos Cachoeira – e o mensalão, do qual AA é um dos réus.

Ele também defendeu que Uberaba volte a ser humanizada e pediu aos correligionários e aos pessebistas que deixassem o salão do UTC e incorporassem a figura do cabo eleitoral. “O Lerin não precisará de tanto dinheiro [para ser eleito], mas da confiança de vocês. Sejam multiplicadores”, finalizou.

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